Pelo menos na esfera política, a Ômicron não tem ideologia: ela contamina, de forma “democrática”, políticos, gestores e personalidades de esquerda e de direita. Mas neste momento, por uma coincidência, a esquerda capixaba está sofrendo mais os efeitos da variante da
Covid-19, enquanto o alvo preferido do vírus, no país, parece ser a direita.
No Espírito Santo, estão em quarentena por causa da doença o senador Fabiano Contarato, que vai se filiar ao PT no dia 28, e o diretor-geral do Detran, Givaldo Vieira (PSB). Na Câmara de Vitória, as duas vereadoras de esquerda anunciaram que estão em isolamento por suspeita de terem contraído a doença: Camila Valadão (PSOL) e Karla Coser (PT).
Em resposta à coluna, a assessoria de imprensa do governador informa que ele se submeteu a um teste, neste sábado (15), e o resultado do exame para a Covid foi negativo. “Ele segue trabalhando normalmente”, diz nota da assessoria.
Foi um evento pomposo, no Palácio Anchieta, que contou com a participação do governador Renato Casagrande (PSB), a vice-governadora Jacqueline Moraes (PSB), o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho, e outras autoridades.
Neste momento, segundo a Fiocruz, o Espírito Santo está com sinal de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda (SRAG) na tendência de longo prazo, com nível forte, inclusive.
Em âmbito nacional, entretanto, a nova variante do coronavírus parece que tem uma predileção por personalidades políticas de direita. Com exceção de Fernando Haddad, ex-candidato a presidente pelo PT, que confirmou nas redes sociais que está com Covid, e do deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), figurões conservadores ou bolsonaristas estão de molho esperando passar o período de contaminação.
A lista é encabeçada pelo ex-juiz federal e
presidenciável Sergio Moro (Podemos) e dela também fazem parte o ministro do Trabalho, Ônyx Lorenzoni (contaminado pela segunda vez), a ministra dos Direitos Humanos e da Mulher, Damares Alves, o “guru” do bolsonarismo, o ex-astrólogo Olavo de Carvalho, o senador bolsonarista e integrante da CPI da Pandemia Jorginho Mello (PSC-SC) e os governadores de Santa Catarina, Carlos Moisés (sem partido), e do Pará, Helder Barbalho (MDB).