Uma obra feita pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no trevo rodoviário localizado no km 58 da
BR 262, e que dá acesso às localidades de Santa Maria e Araguaia (
Marechal Floriano) e Matilde e
Alfredo Chaves, está provocando muitas críticas de moradores e empresários da região.
O Dnit fechou o acesso de quem vem da ES 146 para acessar o lado esquerdo da rodovia federal, no sentido
Venda Nova do Imigrante. Agora, quem deseja seguir para essa direção precisa fazer um retorno no trevo de Paraju, a cerca de dois quilômetros de distância, para depois retornar, percorrendo quatro quilômetros no total.
As mudanças, segundo o Dnit, visam aumentar a segurança no trânsito, já que o antigo acesso exigia a travessia da rodovia, mas gerou descontentamento e críticas de motoristas, que alegam que as conversões não autorizadas estão aumentando e dificultando a adaptação às novas regras.
Uma reunião com o órgão federal junto com moradores e comerciantes já foi feita, mas o Dnit não cedeu no fechamento do acesso. Um abaixo-assinado, subscrito pelos nove vereadores de Marechal Floriano, também foi encaminhado ao Dnit, mas o bloqueio para o sentido Venda Nova continua.
Em entrevista ao Portal Montanhas Capixabas, o superintendente regional do Dnit no Espírito Santo, Romeu Scheibe Neto, alegou que o principal objetivo da obra é reduzir os acidentes no local. Segundo ele, a modificação no trevo privilegia o tráfego dos usuários que se deslocam no eixo principal da BR 262 e que precisam entrar na rodovia estadual.
“Quem está subindo a rodovia federal, sentido Vitória a Pedra Azul, e queira entrar na rodovia estadual ES-146, e direção a Santa Maria, Araguaia, Matilde ou ainda a Alfredo Chaves, poderá fazer a conversão à esquerda, devidamente acomodado numa zona de espera segura, cruzando apenas um fluxo de veículos – aqueles que estejam descendo a rodovia federal, sentido Pedra Azul a Vitória”, explicou.
Sobre as informações de que usuários estão fazendo conversões proibidas, em direção a Venda Nova, o superintendente disse que essas atitudes devem ser combatidas, inclusive pela fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Sobre novas intervenções no local, de forma a atender à reivindicação da comunidade local, Scheibe Neto afirmou que serão feitas apenas quando ocorrer a duplicação da BR 262.
E quando vai ocorrer a duplicação dessa rodovia caótica e defasada? É melhor esperar alguns anos no acostamento.