Três pessoas foram conduzidas à delegacia na tarde desta terça-feira (13), suspeitas de furtar molduras de bronze de um túmulo no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Linhares. A ocorrência foi registrada por volta das 13h, após uma denúncia recebida pela Guarda Civil Municipal (GCM).
Quer receber as notícias publicadas pela coluna pelo WhatsApp? Então clique aqui neste link
De acordo com as informações da ocorrência, a equipe da GCM foi acionada pelo Centro de Comando da Guarda Civil (Cecom) para verificar a denúncia de furto no cemitério. No local, a equipe conversou com a pessoa responsável pelo espaço, que preferiu não se identificar. Ela informou que havia três pessoas na área: dois homens e uma mulher.
Durante a abordagem, um dos envolvidos relatou aos agentes que, ao perceber a chegada da viatura, outro suspeito teria retirado as molduras de bronze de uma bolsa e escondido as peças em um túmulo próximo.
Conforme o registro da ocorrência, após admitirem a participação no caso, os envolvidos indicaram onde o material estava escondido. As molduras foram retiradas do local e recuperadas pelos agentes.
Ainda segundo as informações da ocorrência, o material recuperado seria de um túmulo da família Calmon. As peças foram entregues a um familiar, que esteve no cemitério.
Os envolvidos, identificados como dois homens e uma mulher, foram conduzidos à 16ª Delegacia Regional de Linhares para as providências legais. Um dos homens tem 24 anos e a mulher, 44. A idade do segundo homem não foi informada.
O mercado clandestino de bronze e cobre funciona como uma rede de receptação altamente lucrativa, alimentada principalmente pelo furto de patrimônio público e privado.Como o bronze é uma liga metálica valiosa que contém cobre, ele possui alto valor comercial no setor de reciclagem e fundição.
Criminosos focam em alvos fáceis e ricos nesse metal. Os principais são placas, crucifixos e ornamentos de cemitérios, estátuas e bustos públicos, além de fiações e peças industriais.
O material furtado é rapidamente vendido para estabelecimentos de fachada ou ferros-velhos que operam na ilegalidade. Esses locais pagam em dinheiro, ignorando a origem óbvia das peças, como placas com fotos e nomes de sepulturas.
LEIA MAIS NA COLUNA LEONEL XIMENES