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Leonel Ximenes

Metade do esgoto no ES ainda não é tratado, alerta instituto

Estado investe quase o dobro da média nacional em saneamento, mas esbarra no tratamento

Públicado em 

15 ago 2025 às 15:03
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Esgoto despejado no mar, em Manguinhos
Esgoto despejado no mar em Manguinhos, na Serra Crédito: Ricardo Medeiros/dezembro de 2024
O Espírito Santo se destaca no cenário nacional por investir, proporcionalmente, quase o dobro da média brasileira em saneamento básico. Apesar do avanço, o maior desafio do Estado está na coleta e no tratamento de esgoto.
O alerta é da presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, que esteve em Vitória a convite da diretora-presidente da Aegea ES, Lucilaine Medeiros. O grupo foi recebido pelo deputado estadual Fabrício Gandini (PSD), presidente da Comissão de Proteção ao Meio Ambiente da Assembleia Legislativa.
Segundo o Instituto, que há 18 anos atua na área do saneamento no país, o Espírito Santo investe, em média, R$ 223 por habitante/ano, contra R$ 124 da média nacional.
Mesmo assim, apenas 59,5% da população capixaba tem coleta de esgoto, e somente 44,5% do volume gerado recebe tratamento. Já o acesso à água chega a 84% dos moradores.
“Temos a meta do Marco Legal do Saneamento para até 2033: 99% da população com acesso à água e 90% com coleta e tratamento de esgoto. Hoje, o Estado precisa saltar de 84% para 99% em água, e de 59,5% para 90% em coleta. Esse é o grande desafio”, ressaltou Luana.
Serra é o município com maior evolução nos últimos 10 anos, subindo de 59% para 95% na coleta de esgoto, impulsionada por Parcerias Público-Privadas (PPPs). A cidade investe, em média, mais de R$ 200 por habitante/ano em saneamento.
Em Vitória, o acesso à água é universalizado, com 86% de coleta e 76,5% de tratamento. Vila Velha também universalizou a água, mas tem 59,8% de coleta e 50,5% de tratamento. Cariacica, por sua vez, apresenta 85% de acesso à água, 35,5% de coleta e apenas 23,7% de tratamento.

EMISSÁRIO SUBMARINO

Um projeto em análise prevê a implantação de um emissário submarino, solução técnica já utilizada em países como Inglaterra, Austrália e Portugal. O equipamento faria o tratamento primário do esgoto antes de lançá-lo no mar, em condições calculadas para garantir a autodepuração e preservação ambiental. O projeto está no processo de licenciamento ambiental.
Luana destacou que, embora as PPPs e leilões recentes estejam ajudando a captar recursos, é necessário olhar para os municípios menores, atendidos por Serviços Autônomos de Água e Esgoto (Saaes). Uma alternativa é a união de municípios para compartilhar estruturas e atrair investimentos privados.
Cada cidade, segundo ela, precisa de solução própria, levando em conta aspectos econômicos, culturais e geográficos. Outro ponto crucial é fortalecer agências reguladoras técnicas e independentes, capazes de fiscalizar a expansão e eficiência dos serviços.
“A conscientização da população também é essencial. Muitas vezes as pessoas querem internet em casa, mas não se preocupam com o tratamento do esgoto. O saneamento melhora a saúde, valoriza o imóvel, preserva rios e praias. Esse é um trabalho que deve ser feito por governos, parlamentares e sociedade civil”, alerta.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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