Segundo semestre do ano tem mais registros de casamentos do que o primeiro no ES. Desde 2014 os meses de julho até novembro concentram mais as uniões formais
A maioria dos casamentos no ES são realizados no segundo semestre.Crédito: Divulgação
Maio sempre foi considerado o mês das noivas. Os motivos são variados: mês de Maria, calendário astrológico, mas segundo dados do Sinoreg-ES, o Sindicato dos Cartórios, há alguns anos o segundo semestre do ano tem mais registros de casamentos do que o primeiro. Desde 2014 os meses de julho até novembro concentram mais as uniões formais.
Segundo semestre
No ano passado, por exemplo, foram realizados 13.415 casamentos no Estado; de janeiro a junho, 10.592.
Padrinhos fortes
A CBF e o Comitê Organizador Local (COL) estão apoiando o Espírito Santo e querem o Kleber Andrade como uma das sedes do Mundial Sub-17.
O xadrez do governador
Casagrande ganhou um belo tabuleiro de xadrez do embaixador do Cazaquistão no Brasil. O governador garante que é bom no jogo, um “estrategista”, quase um Casagranparov.
Se ligue na segurança
Nas redes sociais, uma empresa de segurança está fazendo campanha para ninguém tirar selfie ou ouvir música enquanto estiver andando de patinete.
Novela sem fim
O TCU está irredutível: não vai liberar a obra de duplicação do trecho de 7,2 km da BR 262 do jeito que está. Se for feito novo traçado, como exige o Tribunal, o custo aumenta em R$ 170 milhões.
Piora sempre
Por incrível que pareça, já estamos com saudades de Ricardo Vélez na Educação.
De fazer vergonha
De um internauta sobre a polêmica da vez: “O que anda pelado dentro das instituições federais de ensino é o bolso dos servidores”.
Combate ao crime
O Setpes aderiu à campanha de combate ao assédio sexual e abuso nos ônibus. Denúncias? Ligue para o 180.
A lei do atraso
O prefeito Max Filho (PSDB) sancionou o projeto de lei, do vereador Reginaldo Almeida (PSC), que proíbe o acúmulo de funções de motorista e cobrador de ônibus em Vila Velha.
A lei do atraso 2
Essa lei, segundo apurou a coluna, pode dificultar a integração do sistema municipal da cidade ao Transcol. Além disso, o custo dessa proibição deverá ser pago por alguém. E adivinha quem vai pagar, passageiro?
Novo livro
Quinta, às 19h, na Biblioteca Pública Estadual, será lançado “Efemérides Capixabas”, de Paulo Stuck Moraes.
Alô, torcedor!
Qual o capitão mais problemático: Neymar ou o de Brasília?
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MINIENTREVISTA
É preciso um pacto em torno da cultura
Presidente da 6ª edição da Feira Literária Capixaba, que será realizada de 22 a 26 deste mês na Ufes, a professora universitária e escritora Renata Bomfim diz que os eventos literários no Estado precisam de mais apoio, destaca o apoio da feira aos jovens e afirma que é preciso dar uma resposta aos ataques que a cultura vem sofrendo: “Vamos continuar lendo, escrevendo, pesquisando”, conclama. (A íntegra da entrevista está no Gazeta Online)
O que falta para a Flic-ES ser uma feira de referência nacional?
A Flic-ES nasceu com foco no local, visando a integrar escritores, leitores, público, artistas e produtores culturais da terra. Naturalmente, a cada ano, a feira foi ampliando o diálogo com outros centros produtores de cultura e hoje, na sua sexta edição, conta com a presença de vários convidados de outros estados, entre eles Marco Lucchesi, presidente da ABL, e [a escritora] Conceição Evaristo. A Flic-ES tem um caráter temerário, sempre produzida com muitas dificuldades, mas sempre acontece graças à dedicação de seus realizadores (AFESL, AEL e IHGES) e apoiadores. Conseguimos, pela primeira vez, trocar os bônus da Lei Rouanet, o que permitiu a ampliação da estrutura da feira e uma série de melhorias no processo de produção. Estamos no caminho do crescimento, aperfeiçoando as ações a partir de erros e acertos. Talvez um pacto que unisse mais em torno da cultura as instituições públicas e privadas, setores como turismo, educação, economia criativa, todos permeados pela sustentabilidade, potencializasse o processo de reconhecimento nacional da feira, mas, enquanto isso não acontece de forma mais articulada, continuaremos lutando para acontecer.
O poder público e a iniciativa privada poderiam ter um papel mais ativo em eventos que promovam a literatura no ES?
Observamos que mesmo nesse tempo estranho de desmonte das instituições públicas de ensino, corte de verbas da educação e cerceamento do livre pensamento, algumasinstituições têm afirmado o compromisso com a cultura compreendendo que essa é uma ferramenta potente de autoconhecimento e promoção do humano. Mesmo assim, os incentivos ainda são insuficientes e falta proatividade por parte das instituições.
A Flic-ES se preocupa com os leitores jovens, que utilizam mais os meios digitais?
A Flic-ES dedicou uma atenção especial aos jovens nesta edição, começando pela escolha da linguagem da sua identidade visual, com ícones da cultura capixaba, passando pelo investimento nas redes sociais e programação que envolve oficinas de Slam, bate-papo sobre a literatura no Instagram, oficina de fotocrônica, de fotografia mobile, escrita criativa, entre outras. Haverá editoras virtuais que vão disponibilizar livros para download.
Tem-se produzido muita literatura no ES: a qualidade vem acompanhando a quantidade?
Sim, na medida do possível tento acompanhar o movimento cultural na cidade e são tantos lançamentos que nem dá para ir a todos, tem muita coisa boa sendo lançada. Um exemplo desse boom é que havíamos decidido fazer cerca de 60 lançamentos na 6ª Flic-Es e hoje eles já passaram dos 90.
Qual a missão de leitores e escritores nestes tempos de ataque à cultura, à educação e à ciência?
Talvez continuarem lendo, escrevendo, pesquisando... O ódio e a agressividade são recursos daqueles que não possuem argumentos. Que o bom senso e o espírito fraterno, nesse tempo estranhíssimo, sejam nossos norteadores, e que não nos isolemos, há grupos de leitura e discussão de textos espalhados pela cidade.
Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.