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Leonel Ximenes

Laboratório no ES condenado por resultado falso de cocaína

Vítima, que estava em processo de admissão em uma empresa, disse que nunca usou drogas e fez um segundo exame, que comprovou o erro

Públicado em 

07 fev 2022 às 02:09
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O segundo exame não detectou a presença de substâncias ilícitas no corpo do cliente do laboratório
O segundo exame não detectou a presença de substâncias ilícitas no corpo do cliente Crédito: Divulgação
Um laboratório do Norte do Espírito Santo foi condenado pela Justiça a indenizar um homem por danos morais, no valor de R$ 10 mil, por um exame cujo resultado foi a detecção da presença de cocaína no corpo do cliente. O problema é que o resultado do teste estava errado - não havia droga nenhuma.
A vítima contou que iria se submeter a um processo de contratação para assumir o cargo em uma empresa, mas, antes, resolveu por conta própria procurar o laboratório para fazer o exame toxicológico. Para surpresa do homem, que alegou não usar drogas nem substâncias ilícitas, o exame detectou a presença de cocaína, benzoilecgonina e norcocaína.
Desconfiado do erro e preocupado diante da possibilidade de perder a vaga de trabalho, o trabalhador, no mesmo dia em que saiu o resultado, fez outra coleta para o exame de detecção realizado pelo laboratório, mas desta vez não foi detectado o uso de substâncias entorpecentes.
Diante da falha comprovada no segundo exame toxicológico, a vítima entrou com uma ação judicial pedindo reparos ao laboratório pelos danos morais sofridos.
Após analisar o caso, a juíza leiga, em sentença homologada pelo juiz do 2º Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Aracruz, determinou que o cliente deve receber do laboratório que cometeu o erro uma indenização de R$ 10 mil, a título de danos morais.
Ainda de acordo com a juíza leiga, a má prestação do serviço, por si só, gera aborrecimentos e transtornos que devem ser repreendidos. E, para ela, a falha do laboratório do Norte do ES foi de tamanha gravidade que resultou em uma profunda lesão no autor da ação por toda vergonha e transtornos passados por constar em seu exame substâncias ilícitas em seu corpo.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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