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Leonel Ximenes

Ivan Carlini quebra promessa e concorre ao 8° mandato em Vila Velha

Vereador está há 28 anos na Câmara  e exerce, pela sexta vez consecutiva, a presidência da Casa

Publicado em 10 de Setembro de 2020 às 14:24

Públicado em 

10 set 2020 às 14:24
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Ivan Carlini, presidente da Câmara de Vila Velha
Ivan Carlini, presidente da Câmara de Vila Velha Crédito: Amarildo
A alegação é sempre a mesma para situações semelhantes: o eleitor me pediu; as comunidades querem que eu continue; o partido precisa se fortalecer. O vereador Ivan Carlini (DEM) tem na ponta da língua vários motivos para quebrar sua promessa e se candidatar ao oitavo mandato consecutivo na Câmara de Vila Velha, onde exerce a presidência pela sexta vez também consecutiva.
Apelidado por muitos de “Ivan VI”, numa clara referência ao famoso czar russo, Carlini recorre ao povo (sempre ele) para justificar sua decisão de novamente se submeter às urnas: “Não queria ser candidato, do fundo do meu coração. “Mas meu partido, alguns vereadores e muitas pessoas pediram para eu ser candidato. Moro há 52 anos em Cobilândia, um bairro carente, e sou muito acessível à população”, enumera o parlamentar, que tem 60 anos de idade e está prestes a se aposentar após 36 anos como servidor federal do Incra.
O presidente da CMVV afirma que a população o aprova mesmo estando há longos 28 anos exercendo o mandato e diz que não teme que seus adversários explorem o fato de ele ter quebrado a promessa de não se candidatar à reeleição. “Não acredito que façam isso. Se fizerem, vão acabar fazendo propaganda pra mim e me ajudando porque o povo vai dizer que ‘ele tem sete mandatos porque é bom’”.
Carlini alega que não está constrangido por ter quebrado a promessa, feita publicamente, de não ser candidato mais uma vez e compara sua decisão às intempéries da vida de um casal. “A gente casa com uma mulher para viver até a morte, mas acaba não se separando? Hoje temos um plano, mas depois tem outro”, minimiza.
Dono de mais de 4,8 mil votos na última eleição, em 2016, Ivan Carlini garante que ainda tem fôlego para superar essa marca, considerada muito boa para a realidade eleitoral de Vila Velha. “Cada eleição é uma história. Da primeira vez que fui eleito, obtive 722 votos, mas acho que posso conseguir mais votos do que há quatro anos. O povo conhece meu trabalho.”
O presidente da Câmara adianta que pretende também reforçar o seu partido, o DEM, e no futuro apoiar o ex-senador Ricardo Ferraço, de quem se diz aliado e admirador. “Foi um bom senador, defendeu o Estado”, elogia.
Carlini se autoelogia e diz que exerce seu mandato com austeridade e destaca que os vereadores canelas-verdes não têm aumento de salário há 12 anos e não dispõem de mordomias como carro com motorista e telefone celular. Em Vila Velha, o vereador recebe R$ 7,4 mil (R$ 5,6 mil líquidos).
Orgulhoso, destaca que a CMVV tem R$ 2 milhões em caixa, o que o credencia até para sonhar com um sétimo mandato consecutivo na presidência da Casa se, claro, for reeleito: “Hoje tenho 99% de chance de não ser candidato à presidência da Câmara”. Mas pondera: “Vai depender dos nossos vereadores”. Conclusão: se Carlini for reeleito, será candidato a comandar a Câmara vila-velhense pela sétima vez consecutiva.
“Terrível, esse Ivan”, brinca um parlamentar aliado dele que prefere não ser identificado.

Candidatos disputam voto de 315 mil eleitores

Vila Velha tem 315.224 eleitores. Considerando que a média nas últimas eleições foram de 85% de votos válidos, os  candidatos a vereador e a prefeito vão disputar 267.940 votos. Com essa base, cada partido precisará, a partir desse cenário hipotético, de 15.761 eleitores para conseguir uma das 17 cadeiras da Câmara - a conta se dá pela divisão do número de eleitores pela quantidade de vagas.

Câmara tem 17 vagas

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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