Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Leonel Ximenes

Hospital condenado a indenizar vítima de falso médico no ES

Estelionatário exigiu um depósito, no valor de R$ 1,5 mil, para liberar um suposto exame urgente para a enteada da mulher que caiu no golpe

Publicado em 03 de Junho de 2021 às 02:05

Públicado em 

03 jun 2021 às 02:05
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O estelionatário se passava por um falso médico de um hospital de Cachoeiro
O estelionatário se passava por um falso médico de um hospital de Cachoeiro Crédito: Divulgação
Um hospital filantrópico de Cachoeiro de Itapemirim foi condenado pelo Tribunal de Justiça a indenizar uma mulher vítima de um estelionatário que agia se dizendo médico da instituição de saúde. A indenização foi estipulada em R$ 3 mil, por danos morais.
A vítima, que tinha uma enteada internada no hospital, conta que recebeu uma ligação telefônica e mensagens por aplicativo de um homem que se identificou como médico da instituição. O falsário, segundo consta no processo, informou à madrasta que o quadro de saúde da sua enteada havia se agravado e que a paciente necessitava com urgência de um exame que somente poderia ser liberado mediante o pagamento de R$ 1,5 mil. Era um golpe.
Depósito efetuado, a mulher foi procurar o hospital para saber quais procedimentos seriam feitos, mas acabou sendo surpreendida com a informação de que nenhum pagamento havia sido solicitado.
Na ação, o hospital alegou que não tinha responsabilidade alguma pelo crime, mas o desembargador Telêmaco Antunes de Abreu Filho, relator do processo na Terceira Câmara Cível do TJES, considerou que houve vício na prestação do serviço, porque, segundo ele, é dever do hospital resguardar os dados dos seus pacientes e clientes.
“Resta demonstrada a falha de segurança nos procedimentos do nosocômio [hospital] demandado, uma vez que o ato criminoso foi praticado com base em informações privilegiadas do prontuário da paciente, considerando que, segundo relata a autora, o suposto médico apresentou informações que correspondiam ao quadro clínico de sua enteada”, escreveu o magistrado em seu voto.
Acompanhado por unanimidade pelos demais desembargadores que compõem a 3ª Câmara Cível do TJ, o relator também entendeu que a vítima sofreu muito mais do que um mero aborrecimento. Para Telêmaco Antunes, a mulher sofreu apreensão e preocupação pelo alegado agravamento do quadro clínico da enteada e ao descobrir que foi vítima de um golpe.
Final feliz para a vítima do estelionato, que entrou com a ação contra o hospital no dia 23 de abril de 2018, no Fórum de Vargem Alta, na Região Serrana do Estado.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Turistas ficaram em topo do morro
Operação policial no Rio deixa turistas 'ilhados' no Morro Dois Irmãos
Quarto onde mulher foi mantida refém em Vila Velha
Casal é preso por manter mulher de 37 anos em cárcere privado em Itapuã
Salário, renda, dinheiro, real, cem reais, economia, pagamento
Profissionalismo na gestão pública: foco é dever institucional

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados