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Festa da Penha volta a ter o terço gigante em 2021

Símbolo da devoção mariana não foi instalado no Convento neste ano por causa da pandemia do novo coronavírus

Vitória
Publicado em 15/12/2020 às 11h31
Atualizado em 15/12/2020 às 11h31
O Terço Gigante da Festa da Penha: tradição vai fazer 23 anos
O terço gigante da Festa da Penha: tradição vai fazer 23 anos. Crédito: Franciscanos

Ausente neste ano por causa da pandemia de Covid-19, a tradição do terço gigante estará de volta à Festa da Penha em 2021. Idealizador da homenagem à santa, o médico Osmar Sales planeja uma decoração inspirada no tema da 451ª edição da festa da padroeira do Estado, “Vosso Olhar a Nós Volvei”.

“Estamos na fase de composição de ideias e trabalharemos dentro do tema da ternura e do cuidado de Maria e seu envolvimento com a humanidade. Passamos por um momento de sofrimento e perda de pessoas queridas. E quando estamos assim, nada nos acalenta mais do que o colo materno. O olhar da mãe também é seu colo, onde estamos seguros. Essa é nossa ideia”, adianta Osmar, que mantém a tradição que vai completar 23 anos.

Na busca de traduzir esse sentimento no terço gigante, a intenção é representar o coração misericordioso de Jesus dentro da cruz, que vai ganhar um aspecto de acolhimento, não de sofrimento. Dentro do coração, a humanidade será retratada por um globo com as nações do planeta. Já as contas do terço deverão refletir a luz, traduzida na esperança que não devemos perder.

O material será confeccionado com laminado. Osmar explica que outra possibilidade é trabalhar a coroa de espinhos, com o objetivo de destacar o sofrimento para alcançarmos a vitória. As duas opções estão em estudo.

A confecção do terço, propriamente dita, deverá começar a partir de janeiro e a montagem da peça nas palmeiras será, como é tradição, no Sábado de Aleluia, que no próximo ano será no dia 3 de abril. Cerca de 20 pessoas são voluntárias na confecção do terço. Elas trabalham de suas próprias casas na produção dos materiais.

Osmar Sales, José Freitas e Inis Brunelli trabalharam na confecção do terço gigante erguido no Convento da Penha, na Festa da Penha de 2019.
O médico Osmar Sales (de óculos) e os voluntários José Freitas e Inis Brunelli trabalham na confecção do Terço Gigante para a  Festa da Penha de 2019. Crédito: Acervo Rede Gazeta/Bernardo Coutinho

O primeiro terço gigante foi montado pelo médico em 1998, na tentativa de criar um terço semelhante ao grande símbolo mariano presente na missa celebrada pelo papa João Paulo II, quando o pontífice esteve no Rio de Janeiro, em 1997.

Naquela época, ao confeccioná-lo, o terço ficou muito pesado e não conseguiu ser erguido com balões de gás hélio. Na ocasião, o símbolo acabou sendo carregado pelas devotas durante a Romaria das Mulheres e em seguida, com permissão de um frade franciscano do Convento, o médico o pendurou nas palmeiras no campinho.

Já em 1998, Osmar decidiu novamente fazer o terço, tradição que se mantém viva até hoje e que só foi interrompida na última edição da festa. A ideia, explica o médico, é sempre passar um ensinamento ou uma tradição católica, uma espécie de “catequese” popular.

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