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Leonel Ximenes

Expedição vai mapear situação do Rio Doce 10 anos após desastre

Grupo vai percorrer a bacia para avaliar as condições ambientais uma década após a tragédia ambiental de Mariana (MG)

Públicado em 

15 fev 2026 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

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Momento da chegada da lama do Rio Doce na sua foz, em Regência , Linhares Crédito: Vitor Nogueira
As soluções adotadas na recuperação do Rio Sena, na França - como drenagem com retenção de água da chuva, controle de resíduos e gestão integrada de bacias - vão ajudar a orientar a Quarta Descida Ecológica do Rio Doce, prevista para ocorrer entre 4 de maio e 5 de junho. O tema foi debatido em reunião da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado estadual Fabrício Gandini (PSD), na semana passada.
A expedição terá caráter técnico e educativo e vai percorrer a bacia para avaliar as condições ambientais 10 anos após a tragédia de Mariana (MG), considerado o maior desastre hídrico do país.
No dia 5 de novembro de 2015, o Brasil parou diante de uma das maiores tragédias socioambientais de sua história. O rompimento da barragem de Fundão, de propriedade da mineradora Samarco e controlada pelas empresas Vale e BHP Billiton, lançou 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério, destruindo comunidades, rios, modos de vida e sonhos. O desastre matou 19 pessoas e deixou um rastro de destruição em toda a Bacia do Rio Doce, em Minas Gerais, com reflexos até a foz do rio, no Espírito Santo, e no Oceano Atlântico.
O objetivo da expedição é mapear a situação de nascentes, matas ciliares, tratamento de esgoto - inclusive rural - e estruturas de contenção de sedimentos. Também será analisada a aplicação dos recursos da repactuação, estimados em cerca de R$ 136 bilhões ao longo de 20 anos, destinados a ações de reparação e recuperação da bacia.
A iniciativa prevê mobilização em 51 localidades, com palestras em escolas, câmaras municipais, prefeituras e Ministérios Públicos. A equipe direta terá 12 integrantes, sendo cinco descendo o rio de caiaque, além de grupos de apoio por terra, educadores ambientais e documentaristas. A mobilização total pode reunir até 50 ou 60 participantes ao longo do percurso.
A última descida completa do Rio Doce ocorreu em 1998. Segundo os organizadores, a nova edição pretende atualizar o retrato ambiental da bacia e fortalecer a integração entre ciência, gestão e execução de políticas de recuperação hídrica.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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