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Julgamento

Defesa diz que ex-PM acusado de matar músico "tentou evitar conflito a todo momento"

Lucas Torrezani foi quem atirou em Guilherme José Rocha Soares, no dia 17 de abril de 2023, no hall do condomínio onde moravam, em Jardim Camburi, em Vitória

Publicado em 20 de Maio de 2026 às 20:12

Vilmara Fernandes

Publicado em 

20 mai 2026 às 20:12
À esquerda, o policial militar Lucas Torrezani de Oliveira; à direita, o músico Guilherme Rocha
À esquerda, o policial militar Lucas Torrezani de Oliveira; à direita, o músico Guilherme Rocha Reprodução | Montagem A Gazeta

A defesa do ex-policial militar Lucas Torrezani, julgado nesta quarta-feira (20) pela morte do músico Guilherme José Rocha Soares, no dia 17 de abril de 2023, no hall do condomínio onde moravam, em Jardim Camburi, em Vitória, alegou que o réu "tentou evitar o conflito a todo momento". A afirmação foi feita pelo advogado Charles Boneli.


Na apresentação da defesa, durante a fase de debates do Tribunal do Júri, foi apontado que a vítima chegou ao hall do prédio, onde estavam o réu e os amigos, com um comportamento que não deu ao militar outra alternativa a não ser reagir à agressão.


“O músico estava alterado, nervoso, xingando e com as mãos nas costas, indicando potencial risco à vida dos presentes. E mais: sob o efeito de álcool e outras drogas, conforme confirmado em laudo”, disse o advogado.


Boneli destacou aos jurados que as imagens de vídeo mostram os segundos em que o PM tenta impedir que o músico tome a sua arma, e que o tiro inicial atingiu o braço. “Ele não tinha como saber, naquele momento, que o desfecho seria a morte.”


O defensor relatou ainda que o primeiro delegado a avaliar o caso concluiu, após analisar as imagens, que o ex-PM havia agido em legítima defesa. “Estamos diante de uma grande injustiça, com Lucas preso há três anos.”


Segundo a defesa, o cenário indicado pelo vídeo é diferente do apresentado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES). O advogado reforçou que, em nenhum momento, a conduta do ex-PM teve a intenção de matar o músico.


“O que temos é uma situação em que o músico chegou agressivo, xingando e buscando o confronto. Em nenhum momento Lucas aponta a arma com a intenção de disparar, mas sim para evitar que ela fosse tomada. Ele encosta a arma no peito de Guilherme de forma moderada, apenas para sair da situação de perigo. "Quando a vítima é empurrada, ocorre o disparo", relatou Boneli, acrescentando que o ex-militar foi o primeiro a acionar o Samu.


Em outro momento do julgamento, a banca de defesa ressaltou que, se a vítima tivesse conseguido desarmar Lucas, o resultado poderia ter sido trágico para outras pessoas. “Estaríamos aqui com outras vítimas”, pontuou a advogada Anna Karla Santos, que também atua no caso.


Aos jurados, a defesa reafirmou que não houve, por parte do réu, a intenção de matar — muito menos da forma apontada pelo MP, por motivo fútil e sem dar à vítima a chance de defesa. “A certeza que tenho é de que Lucas não queria o resultado morte. Não estamos pedindo a absolvição, mas que seja reconhecido que não houve dolo [intenção]”, finalizou.

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