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Leonel Ximenes

Estado admite que condenados por tortura dirigem presídios

Três servidores, condenados em segunda instância por tortura, exercem funções de coordenação e direção em dois presídios

Publicado em 11 de Março de 2019 às 22:14

Públicado em 

11 mar 2019 às 22:14
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes Leonel Ximenes
O subsecretário de Estado de Ações Prisionais, Alessandro Ferreira de Souza, admitiu que três servidores, condenados em segunda instância por tortura, exercem funções de coordenação e direção em dois presídios. Mesmo assim, ele alegou que a Sejus ainda não foi intimada pela Justiça sobre o assunto e que todos são inocentes e elogiados em suas respectivas funções.
Na Assembleia
A declaração foi feita na manhã desta segunda-feira (11), durante reunião da comissão de Segurança da Assembleia, presidida pelo deputado Delegado Danilo Bahiense (PSL).
O processo
O subsecretário da Sejus afirmou que crê na suposta inocência dos três servidores a partir de vídeos que, na avaliação dele, não apontariam a culpa dos funcionários. As imagens constam de um Processo Administrativo-Disciplinar (PAD) aberto pela Secretaria de Estado da Justiça. “Pelas imagens, parece mais briga do que propriamente agressão”, sustentou Alessandro de Souza.
Onde atuam
Dois dos condenados são diretores na Penitenciária Estadual de Vila Velha I e o outro é diretor da Penitenciária de Segurança Média II, em Viana. “Nós aguardamos com tristeza institucional a decisão judicial, e vou cumpri-la assim que chegar”, promete o subsecretário na Comissão.
Coitado do burro
Em discurso no plenário da Câmara de Jerônimo Monteiro, a vereadora Luzia Zucolotto (PSDB) pediu à prefeitura que instale dois mata-burros numa rua do centro da cidade.
Quem vai querer?
A Prefeitura de João Neiva está oferecendo, em concurso público, R$ 1.871 de salário para engenheiro civil, com carga horária de 30 horas semanais.
O aperto das vovós
Uma vovozinha muito simpática (aliás, toda vovó é simpática) reclama que ela e as colegas que fazem ginástica na orla de Camburi não estão podendo usar o banheiro do módulo do Serviço de Orientação ao Exercício (SOE) da PMV, reservado apenas para os funcionários.
Ilhados em casa
O governador João Dória (cidadão vila-velhense, não esqueçamos!) tem uma solução para os paulistas ficarem livres dos alagamentos: é só não sair de casa, sugeriu o tucano.
Férias sem fim
Depois de meses de férias, os alunos encontraram a cantina do CCJE/Ufes fechada no primeiro dia de aula. A direção alega que o espaço está sendo licitado
Homenagem
Considerado o “18º vereador” da Câmara de Vila Velha – por estar sempre prestigiando os principais trabalhos e eventos realizados pela Casa –, o deputado Hércules Silveira (MDB) receberá, na próxima segunda-feira, uma Moção da Aplauso assinada pelos 17 parlamentares da Casa.
Comunistas, uni-vos!
Do presidente estadual do PCB, Mauro Ribeiro, comentando nota da coluna sobre a pequena quantidade de filiados aos partidos de esquerda no ES: “Alguns militantes preferem o anonimato por conta das atividades profissionais. Mesmo na democracia, ainda há perseguição ideológica”.
Vitória 40 graus
Ontem, às 14h, a sensação térmica era de 40 graus no Centro de Vitória.
PSB do A e do B
Na prestação de contas na Assembleia, Casagrande (PSB) disse ao deputado Sérgio Majeski, seu colega de partido, que discordava dele “na intensidade em que o Majeski defende as coisas”. Então discorda muito, certo?
A lista inicial
Os deputados que queriam fazer perguntas ao governador tinham que se inscrever numa lista específica. Na relação inicial constavam: 1 – Euclério Sampaio; 2 – Lorenzo Pazolini; 3 – Adilson Espíndula; 4 – Sérgio Majeski.
O milagre de Janete
Mas, de repente, a lista sofreu uma “mutação”. Ficou assim: 00 – Janete de Sá; 1 – Euclério Sampaio; 2 – Lorenzo Pazolini; 3 – Adilson Espíndula; 4 – Sérgio Majeski.
Sem fim
Pelo menos nenhum deputado ficou na lista como –1, –2, –3, –4...
Troca o verbo
Constatação de uma leitora: “A maioria dos deputados não sabe falar o verbo “cumprimentar”. Saiu muito “comprimentar”.
Mulher em debate
Hoje, a Rede Gazeta, em parceria com a Casa do Saber Rio, promove um bate-papo com temas importantes para todas as mulheres, como assédio, busca dos direitos, combate à violência, empoderamento e fortalecimento do amor-próprio.
Quem é quem
E no centro do debate estão Juliana de Faria, jornalista e fundadora da ONG Think Olga; Aisha Jacob, cofundadora do Coletivo Não é Não; e Priscila Gama, presidente da ONG das Pretas. Mediação de Maria Paula, atriz, ativista e ex-Casseta e Planeta.
Alô, Assembleia!
Não era melhor liberar o governador deste bate-papo entre amigos?

Leonel Ximenes

Leonel Ximenes Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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