A enfermeira Amanda Cristina da Silva nunca mais vai se esquecer da noite de 2 de outubro de 2024. Nesta quarta-feira, quando chegava ao prédio onde mora na Praia da Costa, ela atendeu a uma situação de emergência e fez o parto de uma mulher que estava sozinha em casa. Foi um grande susto. Mas o final foi feliz. Aos fatos.
Após mais um dia exaustivo de trabalho, Amanda se preparava para subir quando viu uma mulher pedindo a ajuda do porteiro porque uma amiga dela estava sozinha em trabalho de parto. Ao ouvir o diálogo e gritos vindos de cima, Amanda, como por instinto, não teve dúvida: se ofereceu para ajudar e subiu com a visitante até o apartamento da mulher.
Amanda entrou no apartamento, viu a mãe ajoelhada com o bebê já nascendo e agiu rápido. Por sorte, a enfermeira carregava na sua bolsa uma linha, que foi utilizada para amarrar o cordão umbilical de Miguel, o nome do bebê.
O parto foi feito e todos ficaram aguardando até que uma unidade móvel do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) - acionada pela dona do apartamento, que chegou durante o parto - chegasse. A mãe e a criança foram levados para um hospital particular na Praia da Costa para que os procedimentos médicos fossem concluídos, inclusive o corte do cordão umbilical.
Amanda conta que a mãe, de nome Joyce, veio de Brejetuba, no interior do Estado, para se consultar com a ginecologista, nesta quinta-feira (3), e a partir daí definir a data certa para o parto. A mulher alugou um apartamento, por curta temporada, na quarta-feira mesmo, dia em que a criança acabou nascendo.
Com 37 semanas e cinco dias de gestação, a mulher contou à enfermeira que estava sozinha por não imaginar que a criança nascesse agora, antes do tempo normal, que gira em torno de 39 a 40 semanas de gestação.
Amanda revela que foi a primeira vez que fez um parto nessas condições. “Foi muito bonito, um início de vida cheio de emoção, a mãe não sentiu dor. Meu sentimento é de gratidão pelo amor divino e pela minha escolha profissional”, afirma a enfermeira, de 30 anos de idade e sete anos de profissão.
Joyce, a mãe de Miguel, ligou nesta quinta para Amanda e mandou fotos do bebê. Ambos estão passando muito bem, de acordo com a enfermeira. “Foi uma providência divina”, resume a profissional, que não tem filhos.
A vida, mais uma vez, venceu. Viva a vida!