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Leonel Ximenes

Deputado evangélico quer combater “cristofobia” no Espírito Santo

Parlamentar propõe projeto que prevê até multas para pessoas e empresas que "discriminem" ou "hostilizem" a figura de Cristo no ES

Publicado em 07 de Maio de 2024 às 16:53

Públicado em 

07 mai 2024 às 16:53
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Deputado estadual Alcântaro Filho no plenário da Assembleia Legislativa do Espírito Santo
 Alcântaro Filho costuma levar a Bíblia para as sessões da Assembleia Legislativa do ES Crédito: Lucas S. Costa/Ales
Estado mais evangélico do Brasil, segundo pesquisa recente do Centro de Estudos da Metrópole (CEM-Cepid/Fapesp), o Espírito Santo oferece ao país um parlamentar que está propondo um projeto de lei que dispõe sobre “atos concretos de combate à ‘cristofobia’”.
A iniciativa é do deputado estadual Alcântaro Filho (Republicanos), que costuma ir às sessões do Legislativo segurando um exemplar da Bíblia.
Segundo o projeto do cruzado moderno, “entende-se como atitudes discriminatórias em face da religião cristã, qualquer hostilidade experimentada como resultado da identificação de uma pessoa com Cristo, palavras e práticas agressivas contra a figura de Jesus Cristo e aos cristãos, ameaças, estereótipos pejorativos, induzir ou incitar a discriminação contra a Bíblia Sagrada”.
Há penas impostas no projeto do neocruzado. Multa de 500 VRTEs (R$ 2.251,60) se pessoa física; em caso de reincidência a multa será de 1.000 VRTEs (R$ 4.503,20), o mesmo valor se pessoa jurídica, mas em caso de reincidência a multa para PJ será de 2.000 VRTEs (R$ 9.006,40). A matéria diz que pode haver até a cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento considerado “cristofóbico”.
O projeto diz que “fica o Poder Público autorizado a reverter os valores recolhidos em função das multas previstas por esta lei para o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Funcop), podendo, ainda, ser utilizado para “o custeio de publicações educativas para conscientização da população”, “realização de palestras educativas” e para “as instituições ou abrigos públicos”.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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