Aliás, mais do que votou favoravelmente: como segundo secretário da Mesa Diretora da Câmara de Vila Velha, Arnaldinho assinou o autógrafo da lei autorizando o Executivo a suplementar o orçamento da Secretaria Municipal de Saúde para as obras da UPA.
Na época, em julho de 2013, o prefeito Rodney Miranda solicitou ao Legislativo a abertura de um crédito especial, no valor de pouco mais de R$ 3 milhões, para a construção da unidade de saúde que até hoje não está funcionando, apesar de ter sido “inaugurada” no final do ano passado pelo então
prefeito Max Filho (PSDB). O texto foi aprovado em 1º de julho de 2013 e sancionado três dias depois.
Na reunião de balanço dos primeiros 100 dias de gestão na PMVV, Arnaldinho anunciou que vai inaugurar a UPA Zilda Arns, afirmou que iria alterar o nome da unidade de saúde porque “ninguém sabe quem é”, e prometeu homenagear um morador da região no lugar dela.
Diante da reação negativa da
Igreja Católica, principalmente do Vicariato para a Ação Social da Arquidiocese de Vitória, o prefeito recuou, desculpou-se e prometeu manter o nome da UPA, que é uma homenagem a uma das brasileiras mais conhecidas no mundo, indicada até para receber o Prêmio Nobel da Paz.
A pediatra e sanitarista, irmã do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, morreu em 2010 durante o terremoto que arrasou o Haiti e que matou 316 mil pessoas.
Dona Zilda Arns, a propósito, sempre teve uma ligação muito forte com o Espírito Santo. Em 2004, esteve em Vila Velha onde foi recebida pelo então prefeito Max Filho. Naquela ocasião, a fundadora da Pastoral da Criança também se encontrou com o governador Paulo Hartung e com o prefeito de Vitória, Luiz Paulo Vellozo Lucas.
Na
Assembleia Legislativa, ela também foi homenageada. Em 2002, recebeu o título de Cidadã Espírito-Santense, concedido pelo deputado Claudio Vereza. Em 2008, foi agraciada com a Ordem do Mérito Maria Ortiz, proposto pelo deputado Da Vitória. E em 2010, seu nome foi escolhido, por indicação do deputado Atayde Armani, para batizar uma comenda que é concedida aos profissionais dedicados às causas sociais no Estado.
Tudo isso é pouco para uma brasileira que tanto bem fez à humanidade. Que o seu exemplo frutifique e que ela jamais seja esquecida.