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Leonel Ximenes

Ave raríssima no Brasil é fotografada no Norte do ES

No país, único registro da espécie foi feito há 18 anos em Paraty, litoral sul do Rio de Janeiro

Publicado em 16 de Fevereiro de 2023 às 17:01

Públicado em 

16 fev 2023 às 17:01
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Maçarico-tereque (Xenus cinereus) flagrado na foz do Rio Cricaré, em Conceição da Barra, Norte do Estado
Maçarico-tereque ("Xenus cinereus") flagrado na foz do Rio Cricaré, em Conceição da Barra, Norte do Estado Crédito: Cristian M. Joenck/Wikiaves
O dia 3 de fevereiro pode ser considerado um marco para os observadores de aves no Espírito Santo. Nesse dia, foi registrada mais uma espécie de ave, o Maçarico-tereque (Xenus cinereus). A espécie foi encontrada na foz do Rio Cricaré, em Conceição da Barra, Norte do Estado, e registrada na plataforma Wikiaves, referência mundial em registros de aves.
A ave, raríssima, foi registrada pelos pesquisadores e biólogos Cristian M. Joenck e Márcio Repenning durante uma expedição organizada pela Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Dessa forma, o Espírito Santo alcança o quantitativo de 668 espécies que circulam no território capixaba.
A nova espécie encontrada é uma conquista não só do ES, mas também nacional, pois é a segunda ocasião que se tem registro, em solo brasileiro, dessa ave migratória asiática. O primeiro avistamento foi em Paraty (RJ) por volta de 2005.
"Observar as aves na natureza é algo extraordinário, ajuda a entender melhor o comportamento das espécies e contribui com a ciência cidadã e com a divulgação do registro, sendo fundamental para o monitoramento da biodiversidade e preservação das espécies"
Régis Vicentini Silotti - Vice-presidente do Clube de Observadores de Pássaros do Espírito Santo (COA-ES)
O Maçarico-tereque é uma espécie de ave migratória que faz parte da família Scolopacidae (representada pelos maçaricos e narcejas), endêmica da Rússia e dos países Escandinavos. Ele é conhecido por ter um bico curvo (para cima), comprido e escuro com base alaranjada.
"Essa espécie é rara porque não ocorre do Brasil. Esses registros são de indivíduos isolados que por alguma condição climática o trouxe até aqui. São originários da Rússia, lá são abundantes. Mas para chegar aqui algo aconteceu e que precisa ser estudado, mas a causa provável é o clima, a princípio", explica Régis Vicentini Silotti, vice-presidente do Clube de Observadores de Pássaros do Espírito Santo (COA-ES).
O registro desta espécie é extremamente importante para o monitoramento da biodiversidade no Estado e para a preservação das aves migratórias. E ainda é possível compreender melhor o comportamento dessa ave durante sua migração, a identificação dos locais de descanso, alimentação e reprodução dos Maçaricos-tereques.
“Esses dados são fundamentais para a conservação desta espécie, pois eles nos ajudam a compreender melhor a dinâmica das suas populações e os efeitos das mudanças ambientais”, destaca Victor Biasutti, presidente do Clube de Observadores de Pássaros do Espírito Santo (COA-ES).

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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