“A conduta ultrapassou os limites impostos pela proteção da intimidade, vida privada, honra e imagem do requerente (art. 5º, inciso X, da CF), pois os fatos ocorreram em seu estabelecimento comercial, tornando a situação ainda mais constrangedora frente aos seus clientes e funcionários que ouviram o ocorrido”, escreveu o juiz Paulo Abiguenem Abib, do 4º Juizado Especial Cível da Capital.
No dia 22 de outubro de 2022, no estabelecimento comercial, o acusado teria ofendido o comerciante, na presença de outras pessoas, e por diversas vezes o agressor disse, em público e em tom ameaçador, “eu sei quem é você”, “sei do que você gosta”, “você é um revoltado porque Bolsonaro cortou verbas dos LGBTs”.
A vítima do ataque entendeu a agressão verbal como uma manifestação preconceituosa e depreciativa à sua sexualidade e, por isso, moveu o processo na Justiça contra o aposentado bolsonarista.