A Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Espírito Santo) vai romper uma (nefasta) tradição de 54 anos: a reeleição dos seus presidentes. O compromisso, que consta do programa da chapa única e vencedora da eleição desta segunda-feira (23), é de
Idalberto Moro, o novo comandante de uma das maiores entidades empresariais do Espírito Santo. Ele vai assumir o cargo no dia 22 de junho para liderar a federação pelos próximos quatro anos. E para por aí.
Criada por Américo Buaiz em 1954 e fundada formalmente em 1968, sob nova legislação, a Fecomércio-ES desde então teve apenas três presidentes: Antônio de Oliveira Santos, Hamilton Rebello e José Lino Sepulcri. Este último está completando 16 anos no poder, mas ainda perde para seu antecessor, que ficou durante 20 anos dando as cartas na entidade.
Formada por 22 sindicatos filiados, a Fecomércio-ES e seus novos dirigentes dizem querer “oxigenar” a entidade e um dos compromissos decorrentes dessa meta é a renovação, como consta no eixo programático da chapa liderada por Idalberto Moro no item “governança”.
Diz o texto do programa: “Alternância na composição do quadro dirigente, não permitida a reeleição, com mandatos de quatro anos, com representatividade preferencialmente rotativa entre os diversos segmentos de bens, comércio e serviços”.
O fim da reeleição, aliás, foi o caminho escolhido pela também poderosa
Federação das Indústrias do ES (Findes). Na gestão passada, de Leo de Castro, o conselho da Findes mudou seus estatutos e acabou com a reeleição dos seus presidentes, como era tradição. Atualmente, a Findes é presidida por Cris Samorini, que cumpre mandato de três anos.