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Leonel Ximenes

A natureza resiste: imagens raras de uma onça-pintada no Sul do ES

Veja o vídeo: registro feio por meio de armadilhas fotográficas mostra o felino que corre risco de extinção no médio e longo prazos, segundo pesquisadora

Publicado em 28 de Abril de 2023 às 02:11

Públicado em 

28 abr 2023 às 02:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Imagem da onça descansando no Monumento Natural Estadual Serra das Torres, no Sul do ES
Imagem da onça descansando no Monumento Natural Estadual Serra das Torres, no Sul do ES Crédito: Vale/Reprodução de vídeo
Pesquisadores registraram, em vídeo, raras imagens de onça-pintada no Sul do Espírito Santo. Os registros, obtidos por armadilhas fotográficas, confirmam a presença da espécie no Monumento Natural Estadual Serra das Torres (Monast). As imagens foram captadas no dia 6 de março passado, mas só agora foram divulgadas.
Ana Carolina Srbek de Araujo, pesquisadora, professora da UVV e coordenadora do Projeto Felinos, ressalta que esse registro é muito importante para a conservação da onça-pintada.
“Temos uma população vivendo em uma condição limitada hoje no Espírito Santo, com risco de extinção no médio e longo prazos. Conhecer a origem, o comportamento e as interações ecológicas que esse animal está estabelecendo, na região do Monast, pode nos ajudar a traçar estratégias para a conservação da espécie não apenas no Estado, mas também em outras porções da Mata Atlântica, onde a situação deste grande predador também é crítica”, explica.
Os monitores ambientais, contratados para atuar na unidade de conservação pela parceria com a Vale, desempenham um importante trabalho na conscientização e orientação da comunidade diariamente, bem como na coleta de informações e vestígios sobre a atividade da onça-pintada na área do Monast.
Para Guilherme Carneiro, servidor do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e gestor do monumento natural, a presença das onças é uma oportunidade de conservação: “É como se a natureza nos desse uma nova chance para mostrar que melhoramos no convívio com ela e que agora podemos fazer diferente. É motivo de orgulho, mas também de grande responsabilidade termos esses animais nesse território, e a conservação deles não depende só dos órgãos ambientais, mas de toda sociedade.”

PROTEÇÃO DAS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO ES

As armadilhas fotográficas foram instaladas, por meio de uma parceria entre a Vale e o Iema, para apoio nas atividades de proteção ecossistêmica de unidades de conservação no Espírito Santo, em 2020. Além do Monast, também foi beneficiada a Reserva Biológica Duas Bocas, em Cariacica.
O monitoramento fotográfico tem como objetivo ajudar na conservação da onça-pintada
O monitoramento fotográfico tem como objetivo ajudar na preservação da onça-pintada Crédito: Vale/Reprodução de vídeo
O convênio prevê a doação de bens e a prestação de serviços voltados para a proteção dessas unidades, com o objetivo de resguardar a floresta da exploração predatória e realizar ações de sensibilização ambiental, prevenção e combate à caça e incêndio, dentre outras.
O Monumento Natural Estadual Serra das Torres, sob gestão do Iema, é apoiado pela Vale, por intermédio da Reserva Natural Vale, em Linhares, e o trabalho de monitoramento envolve diferentes instituições como Iema, Ibama, Idaf, Incaper e UVV.

O maior felino das Américas

A onça-pintada é o maior felino do continente americano, podendo chegar a 135 kg. É um animal robusto, com grande força muscular, sendo a potência de sua mordida considerada a maior dentre os felinos de todo o mundo. Suas presas naturais são animais silvestres como catetos, capivaras, jacarés, queixadas, veados e tatus. Outra característica marcante dessa espécie é que ela não mia como a maioria dos felinos. Assim como o leão, o yigre e o leopardo, ela emite uma série de roncos muito fortes que são chamados de esturro.

A destruição de habitats aliada à caça predatória devido principalmente ao alegado prejuízo econômico causado às criações de animais domésticos fazem com que as populações venham sendo severamente reduzidas. É classificada pela IUCN (União Internacional para Conservação da Natureza) e pelo Ibama como espécie vulnerável.

Originalmente a distribuição deste animal se dava desde o sudoeste dos Estados Unidos até o Norte da Argentina. Atualmente ela está oficialmente extinta nos EUA, é muito rara no México, mas ainda pode ser encontrada na América Latina, incluindo o Brasil.

De maneira geral, porém, suas populações vêm diminuindo onde entram em confronto com atividades humanas. No Brasil ela já praticamente desapareceu da maior parte das regiões Nordeste, Sudeste e Sul.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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