O bom exemplo vem do vizinho. A Câmara de Vereadores da cidade mineira de Aimorés, na divisa com
Baixo Guandu (ES) e que sofre grande influência do Espírito Santo pela proximidade, acabou com as mordomias. Uma delas, as diárias para vereadores, foram extintas em 2022 com o apoio unânime dos 11 parlamentares da Casa.
A medida austera foi proposta pelo presidente da Câmara de Aimorés, Gustavo Calvão Caser (MDB), ele mesmo nascido em Vitória e de família oriunda de Santa Teresa.
“Peguem o exemplo da Câmara Municipal de Aimorés, MG. Aqui sou o presidente, e meu primeiro projeto foi aprovado por unanimidade. E qual foi? Extinção das diárias. Aqui não tem mais diárias, com isso, pude reformar e modernizar a Câmara com energia solar, votação eletrônica, porta automática, etc.”, escreveu o parlamentar que é dentista e pastor.
Sem diárias, os vereadores de Aimorés recebem apenas uma ajuda de custo nas suas viagens. A Câmara pesquisa e indica o preço mais barato das passagens, o vereador paga, traz o recibo e é ressarcido, evitando a prática do sobrepreço.
Em relação à alimentação, o parlamentar recebe do Legislativo, quando em missão oficial, R$ 75 para o almoço e a mesma quantia para o jantar. Para deslocamento na cidade de destino, o auxílio diário é de R$ 100 para transporte por aplicativo ou por táxi.O ressarcimento só será efetivado se for apresentado recibo com a identificação do prestador do serviço, incluindo o CNPJ.
“Os vereadores não pegam em dinheiro, não tem mais diária, e não pagamos nada além disso. Os direitos de viagem estão respeitados, legais e devidos, só que com total fiscalização desta presidência”, explica Caser.
Além dessas medidas de austeridade, o presidente cortou o lanche que era oferecido pela Câmara de Aimorés. Tinha pão, café, refrigerante e outros alimentos. “Quando um vereador diz pra mim que chegou à sessão com fome, convido ele pra ir lá em casa tomar um café, já que moro perto da Câmara.”
A propósito, o salário (bruto) dos vereadores de Aimorés é R$ 5.777.