O ano de 2025 está se encerrando e uma novidade que sempre nos impressiona pelo enorme potencial de realizações é a Inteligência Artificial. Você, leitor ou leitora que navega pelo Google, já deve ter feito perguntas sobre restaurantes, viagens, endereços e foi atendido pelo Gemini, a IA do Google.
Na Medicina, a utilização da Inteligência Artificial no diagnóstico, na investigação de imagens como na radiologia e na pesquisa de novos medicamentos vem se consolidando como uma extraordinária ferramenta. Para onde vamos? A cada dia surge uma novidade fantástica.
Recentemente, pesquisadores europeus, liderados pelo Dr. Artem Schmatko, da divisão de IA em oncologia, do Centro Alemão de Pesquisas em Câncer, em Heidelberg, publicou na "Nature" o desenvolvimento de um programa de inteligência artificial, o Delphi 2M, capaz de prever o risco de adoecer nos próximos 20 anos.
Os autores consideram que existem algoritmos de prevenção de doenças cardiovasculares, de determinados tipos de câncer, como próstata e intestino, por exemplo, mas nada que seja integrado a ponto de prever todo o risco de um determinado individuo. A humanidade está envelhecendo, como bem sabemos, e existe a previsão de que o número de diagnósticos de câncer irá aumentar em 77% por volta de 2050.
A pressão de custos no sistema de saúde só faz aumentar, basta ver o impacto dos reajustes das prestações dos planos de saúde. Entender e individualizar o risco de cada paciente teria o enorme potencial de racionalizar custos e otimizar gastos.
O modelo de inteligência artificial Delphi 2M foi treinado nos registros eletrônicos de mais de 400 mil pacientes do Biobanco do Reino Unido e depois validado nos dados eletrônicos de quase dois milhões de dinamarqueses nos últimos 40 anos, até 2018. Após essa aprendizagem intensiva, o Delphi mostrou-se capaz de prever o risco de adoecimento de um determinado indivíduo, para cerca de mil doenças diferentes nos próximos 20 anos!
Para tanto, alem de seu treinamento, o Delphi 2M precisa ser alimentado com dados da pessoa (cliente) que queremos investigar, como sexo, idade, massa corporal, hábitos como tabagismo, ingestão de álcool, estilo de vida e eventos de saúde prévios. O programa Delphi mostrou-se hábil para prever vários tipos de câncer e outras doenças, inclusive depressão, demência, e diversos agravos.
Os autores concluem que esse programa pode ser de extrema utilidade para dar suporte a decisões medicas de investigação e prevenção. E aí leitor/leitora? Quer saber seu risco de desenvolver qualquer doença (e morrer, inclusive...) nos próximos 20 anos?
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