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Coronavírus

Salvar a economia ou vidas? É hora de prudência acima de tudo

O governo do ES tem dado demonstrações de sensatez diante do clamor de muitos setores pela reabertura do comércio. Tem tomado suas decisões de olho nas estatísticas que mostram o crescimento da quantidade de vítimas

Públicado em 

08 mai 2020 às 05:00
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

Comércio na Avenida Expedito Garcia em Campo Grande: decreto para fechamento de lojas vai até semana que vem
Comércio na Avenida Expedito Garcia, em Campo Grande: nem todos os lojistas respeitam as regras Crédito: Vitor Jubini
Mesmo que o presidente Bolsonaro continue promovendo crises, uma após outra, e contrariando as recomendações do seu novo ministro da Saúde – coitado desse novo ministro! –, a hora é de prudência para proteger a população brasileira do flagelo do coronavírus. As estatísticas de pessoas contaminadas e de mortes causadas pela epidemia continuam crescendo, dando razão àqueles – como o ex-ministro Mandetta – que previam o pico da doença nos meses de maio e junho.
Impressionam os números de terça (5) e quarta-feira (6) com relação às mortes registradas em um único dia. Só três países – Estados Unidos, Reino Unido e Itália – tiveram índices piores. Os hospitais já estão em colapso nos Estados com maior quantidade de casos, como São Paulo, Rio, Ceará, Pernambuco e Amazonas. Em quantidade total de mortes, o Brasil já está em 6º lugar do mundo. O país está entre os dez com maior taxa de crescimento de novos casos e de letalidade. Como disse Mandetta no dia 11 de abril, quando ainda era ministro, “essas pessoas que hoje descumprem o isolamento social, serão as mesmas que daqui a pouco estarão lamentando” a quantidade de mortes.
No Espírito Santo, felizmente, está prevalecendo a prudência com o adiamento da abertura do comércio nos municípios da Grande Vitória, onde o contágio é maior. Afinal, o Estado exibe um alto índice de contaminados e de mortes, 42% maior do que o vizinho Minas Gerais, que tem cinco vezes mais residentes. Impressiona também ver que o Espírito Santo tem mais pessoas contaminadas do que todos os Estados do Sul do Brasil, muito mais populosos que o nosso. Das 600 mortes confirmadas na terça-feira no Brasil, dez eram do Espírito Santo; das 667 de quarta-feira, 13 ocorreram no nosso Estado.
É evidente que, ao mesmo tempo, aumentam os prejuízos na economia. Perdem renda empresários e trabalhadores, as receitas dos poderes públicos minguam, as demissões se multiplicam. A pandemia trouxe um tsunami de perdas para todos os segmentos da sociedade e deixará um déficit de difícil recuperação. Mas o único caminho capaz de frear a propagação da epidemia – já que não há remédio ou vacina que a impeça – e evitar o colapso total do sistema de saúde é o isolamento social.
O governo do Espírito Santo tem dado demonstrações de sensatez diante do clamor de muitos setores pela reabertura do comércio. Tem tomado suas decisões de olho nas estatísticas que mostram, com clareza, o crescimento da quantidade de vítimas. Tomara que continue com essa mesma prudência daqui por diante para que não venhamos, como previu o ex-ministro Mandetta há um mês, nos lamentar depois.

José Carlos Corrêa

É jornalista. Atualidades de economia e política, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham análises neste espaço.

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