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Coronavírus

Estamos em estado de atenção e em tempos de incertezas

Metade das pessoas não está fazendo a parte que lhe cabe. Resta torcer para que a fiscalização cumpra o seu papel e que a população siga as recomendações das autoridades

Públicado em 

24 abr 2020 às 05:00
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

Data: 03/04/2020 - ES - Vit—ria - Pandemia coronav’rus - Movimento na praa dos Namorados - Editoria: Cidades - Foto: Vitor Jubini
Movimento na Praça dos Namorados, em Vitória Crédito: Vitor Jubini
O noticiário confirma: o Espírito Santo está, ao lado de Pernambuco, em estado de atenção com relação à quantidade de casos confirmados de coronavírus. Até quinta-feira (23), eram 1.351 casos, número superior ao de Minas Gerais (1.230), um Estado que tem 5,3 vezes mais habitantes, e próximo da quantidade de casos da Bahia (1.489) que tem uma população 3,7 vezes maior que a nossa. Proporcionalmente à quantidade de habitantes, o Espírito tem mais casos confirmados de coronavírus que o Estado do Rio.
Esses números recomendam prudência com relação a medidas que venham a flexibilizar a retomada das atividades econômicas. Prudência que, tudo indica, o governo do Estado teve ao manter o isolamento social nas cidades com maior incidência de contaminação (Vila Velha, Serra, Vitória, Cariacica e Alfredo Chaves) e adotar cuidados – como o distanciamento mínimo entre as pessoas e o uso de máscaras – nos municípios em que o comércio voltou a funcionar. Resta torcer para que a fiscalização cumpra o seu papel e que a população siga as recomendações das autoridades.
Porque, convenhamos, metade das pessoas não está fazendo a parte que lhe cabe. A caminhada no calçadão da praia tem sido cada vez mais intensa, quase sempre sem o uso de máscaras. Em praticamente todos os bairros formam-se aglomerações pelos mais variados motivos, desde a fila na lotérica à da revendedora de gás. É como se as pessoas estivessem pensando que o pior já passou, quando as estatísticas demonstram que o pior ainda está por vir.
Esse pior virá quando não houver mais vagas de leitos disponíveis para os doentes. No Amazonas, no Ceará, em Pernambuco e no Rio de Janeiro isso já ocorre. O sistema de atendimento à saúde, em São Paulo, mesmo com os hospitais de campanha, está próximo do colapso. Não é diferente a situação do Pará. O Brasil, com mais de 150 mortes por dia, se aproxima da quantidade de vítimas fatais do coronavírus ocorrida na China.
Enquanto isso, há ainda quem prefira falar de política, fazer fofoca populista, disseminar notícias falsas com o intuito de prejudicar a imagem de um político ou governante. Trata-se de uma perda de tempo e energia que podiam estar direcionados para o que de fato importa: o combate à maior pandemia dos últimos 100 anos. Uma pandemia que que está destruindo e devastando a economia mundial, o que representa prejuízos materiais significativos para toda a humanidade.
Há quem diga que as pessoas sairão melhores dessa crise, mais solidárias e humanas. Tomara que isso de fato aconteça. Mas de uma coisa podemos ter certeza: todos sairemos mais pobres, mais inseguros e com mais incertezas sobre o futuro.

José Carlos Corrêa

É jornalista. Atualidades de economia e política, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham análises neste espaço.

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