Nessa semana teve início o novo programa do
governo federal referente ao mercado automotivo. Teremos descontos mínimos de R$ 2 mil e máximos de R$ 8 mil de acordo com a isenção de impostos proposta pelo governo com a MP 1.175 e que vale para automóveis até R$ 120 mil. A medida é para aquecer o mercado que vem sofrendo com baixa nas vendas por conta da alta do juros.
De acordo com esses relatos, os clientes alegaram querer esperar essas medidas entrarem em vigência visando comprarem o mesmo carro mais barato. Veja que uma medida que tem o intuito de aquecer o mercado acabou, em primeiro momento, trazendo uma retração ainda maior.
Além disso, outro aspecto que tem preocupado é em relação aos veículos seminovos. Isso porque lojistas já estão com suas lojas abastecidas de carros para serem vendidos. Sendo assim, existe uma preocupação de que os preços pagos nesses carros tenham sido altos demais por conta dessa nova tabela de preços dos carros zero quilômetro que irá impactar, inclusive, o preço dos seminovos.
Na verdade, percebo que essa medida foi consequência da pressão da indústria automotiva do Brasil. Que estava com seus estoques cheios pela baixa nas vendas. Porém, o motivo que mais impacta na média de preço dos carros é exatamente a margem de lucro que as montadoras praticam no Brasil.
Essa margem é o que mais impacta no preço dos carros, porém, as montadoras não abrem mão de praticar essa margem tão alta.
Percebam que neste momento de baixa no mercado, tínhamos uma boa oportunidade de pressionar as montadoras a mudar essa política de preço, se adequando à realidade do consumidor. Porém, com essa medida, teremos apenas um período de queda na esperança de melhoria na taxa de juros praticada no Brasil.
Repito, o aspecto principal para esses preços continua não sendo abordado no mercado.
Será que esse tipo de medida traz solução sustentável para a população?
Será que o principal que é o poder de compra do brasileiro, não deveria ser o aspecto central trabalhado?
Só o tempo irá dizer o que irá acontecer com o mercado após esse período de quatro meses dessa medida.