Depois de ficar cerca de três meses com as portas fechadas e passar por um dos momentos mais delicados da sua história, em função da pandemia do novo coronavírus, o Shopping Vitória planeja a abertura de 20 lojas até o final deste ano e o lançamento de um site de compras.
As novas unidades comerciais são de áreas variadas, como dos segmentos de moda e de alimentação e, conforme adiantou o diretor-geral do mall, Raphael Brotto, uma delas será a hamburgueria americana Johnny Rockets, que tem mais de 450 restaurantes espalhados pelo mundo.
Outra novidade será a plataforma on-line que o Shopping Vitória vai lançar a partir do dia 12 deste mês. O empreendimento vai atender aos consumidores também de forma virtual. Até o final deste ano, a expectativa é que cerca de 40 lojas que já estão fisicamente no centro de compras ofertem seus produtos também por meio do canal digital.
Raphael Brotto explicou à coluna que essa será uma forma de oferecer mais conveniência e comodidade para os clientes, especialmente em um momento que ainda requer cuidados ligados à saúde em função da Covid-19. Mas ele destacou que a ideia de trazer essa facilidade para o consumidor surgiu antes mesmo da pandemia.
"Criamos um setor de tecnologia para estudar essa parte de inovação. Desde 2019 já tínhamos interesse de colocar um site com esse perfil no ar. Aí veio a pandemia e fez com que acelerássemos esse processo"
De acordo com o executivo, a proposta é que, com o passar do tempo, mais lojas sejam incorporadas à plataforma virtual. Em 2021, a expectativa é que a cada mês pelo menos oito marcas passem a oferecer a opção de venda pelo e-commerce.
Brotto ponderou ainda que, neste momento inicial da comercialização on-line, a entrega não será realizada pelas lojas no endereço escolhido pelo cliente. “Ainda estamos cercados de cuidados em função da pandemia. A retirada do produto vai ser inicialmente na própria loja ou até através de um drive thru. Mas esperamos em breve ampliar esse serviço”, frisou ao citar que o Shopping Vitória é o primeiro mall no país, que não faz parte de nenhuma rede, a disponibilizar uma plataforma de marketplace.
Para o diretor-geral, entrar no mundo virtual é uma forma de agregar valor para os clientes do centro de compras da Capital. Além disso, ele ressaltou que a venda on-line não deve ser encarada como concorrente da física.
“Até porque o shopping se transformou em um local que reúne compras, conveniência e entretenimento. Investimos em áreas gourmets, em cafés, em espaços voltados para serviços médicos. Serviços foram agregados com o passar do tempo para oferecer uma experiência melhor e, agora, vamos dar mais um passo.”
VENDAS DEVEM FICAR NO MESMO PATAMAR DE 2019
Apesar de o Shopping Vitória, assim como os demais malls capixabas, ter ficado fechado nos meses de março (parte dele), abril e maio - por determinação do governo do Estado como parte do enfrentamento à pandemia -, o empreendimento deve fechar o ano com as vendas em patamar semelhante ao de 2019.
O diretor-geral, Raphael Brotto, contou à coluna que o resultado é esperado em função dos números contabilizados até outubro. “As vendas nesse período estão chegando bem próximas às registradas em 2019, que foram as melhores dos último cinco anos.”
O executivo reconheceu que o desempenho surpreendeu positivamente, dada a gravidade da crise e os impactos iniciais sofridos pelos lojistas. E observou que, neste ano, há uma diferença em relação ao passado: o tíquete-médio de compra. Apesar da redução de movimentação de consumidores no shopping, os gastos têm sido mais elevados, o que equilibrou o resultado.
“Os clientes estão comprando mais e estão vindo com mais objetivo. Entram, compram e vão embora. O fluxo de pessoas está baixo, mas as vendas estão bem parecidas. O Shopping Vitória sempre demonstrou uma capacidade de reação rápida. Estamos otimistas”, pontuou.