Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Impactos da Covid-19

Por que o ES pode se livrar de ter o pior PIB da história?

Expectativa de especialistas é que economia capixaba se recupere a partir deste segundo semestre. Entenda

Publicado em 22 de Setembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

22 set 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Previsão é que economia do ES retraia entre 5% e 6% em 2020, segundo economistas
Previsão é que economia do ES retraia entre 5% e 6% em 2020, segundo economistas Crédito: Freepik
Ainda em abril, no início da pandemia do novo coronavírus aqui no Brasil, a coluna trouxe uma análise dizendo que 2020 poderia ser o pior ano para a economia capixaba. Economistas e especialistas na área projetavam efeitos drásticos sobre o nosso PIB e uma queda que poderia chegar a dois dígitos.
Passados cinco meses dessa publicação, analistas continuam a afirmar que os reflexos da doença no Estado, no país e no mundo são devastadores e farão com que economias por todo o globo encolham neste ano e continuem a sofrer consequências em 2021. Mas a perspectiva para o PIB do Espírito Santo é um pouco menos pessimista e as novas projeções não colocam 2020 como o ano do fundo do poço.
Para quem acompanha esse assunto de perto, 2009 - quando as consequências da crise americana do subprime rebateram em cheio no Estado - continuará a ser o período em que o desempenho do PIB capixaba figura como o pior da história, de -6,9%. Para o atual momento, é esperada uma retração de algo entre 5% e 6%.
O curioso é que há praticamente uma unanimidade entre analistas de que esta crise que vivemos é mais ampla e severa do que a registrada pouco mais de uma década atrás. Como disse na última semana o diretor-presidente do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Daniel Cerqueira, a crise do novo coronavírus é mais profunda.
"Do ponto de vista capixaba, que tem uma grande abertura para o comércio exterior, a atual crise é similar à do subprime. Mas a da pandemia é muito mais profunda. A crise americana começou no mercado financeiro/imobiliário, enquanto a crise da Covid é generalizada. Por causa dela, as pessoas não podiam sequer sair às ruas. Sem dúvidas, é muito pior"
Daniel Cerqueira - Diretor-presidente do IJSN
O que faz então a atual crise ser a pior, mas, ao mesmo tempo, não tender a apresentar os piores números? A relação comercial do Estado com diversos países da Ásia, Europa e América do Norte é uma das respostas para isso.
O mesmo mercado internacional que derrubou diversos indicadores capixabas, principalmente no segundo trimestre de 2020, quando a economia encolheu 5,9%, tende a ser um dos propulsores para a esperada retomada em V - que é quando após uma queda acentuada na economia, a recuperação acontece de forma rápida. Aliás, esse movimento aconteceu de 2009 para 2010, conforme é possível visualizar no gráfico abaixo.
Alguns números ligados às exportações já dão indícios que lá fora os países estão voltando a consumir nossos produtos. Em agosto, por exemplo, houve alta de 15,33% na comparação com o mês imediatamente anterior, conforme dados do IJSN.
Se os parceiros comerciais do Estado não sofrerem nenhum revés em relação ao controle da pandemia, como uma segunda onda da doença e a necessidade de voltar a adotar medidas restritivas de circulação, podemos sair na frente de diversos outros entes da federação que não têm a mesma característica de abertura econômica.
Também conta ponto a favor do Espírito Santo a organização institucional e fiscal que temos por aqui. Iniciativas públicas e privadas têm atuado em conjunto para permitir que o Estado saia da pandemia bem estruturado e com um leque de projetos e novos negócios que contribuam para a geração de renda e emprego.
Outro fator que não pode ser desprezado é a injeção de recursos na economia por meio do auxílio emergencial. Ainda que o governo federal venha atuando de forma desastrosa na liderança dessa crise e no combate à doença, é preciso reconhecer que o dinheiro que ele fez chegar a centenas de milhares de capixabas também fará diferença para que o tombo da economia local não seja recorde.
Portanto, há uma conjuntura que coloca o Espírito Santo em um caminho rumo à retomada e o afasta daqueles números mais pessimistas de cinco meses atrás. Se esta será a previsão correta, só o tempo dirá. Afinal, como brincamos entre profissionais do meio econômico, as projeções foram feitas para errar, mas, nem por isso, devem deixar de ser feitas. 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Maguinha Malta, Magno Malta, Lorenzo Pazolini e Erick Musso durante evento em São Gabriel da Palha em 2025
Aliança de Pazolini e Magno 99% fechada. Entenda o 1% que “tá pegando”
Imagem de destaque
Incêndio atinge vegetação em morro de Vila Velha
Alana Grassi, de 28 anos, morreu por febre maculosa em Iconha.
Iconha confirma 1ª morte por febre maculosa na história da cidade

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados