Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Contas públicas

ES bate recorde histórico na arrecadação de ICMS em outubro

Receitas com o imposto, de R$ 1,32 bilhão, foram impulsionadas por acordo do governo do Estado com a Petrobras e pelo crescimento da arrecadação nos comércios atacadista e de combustíveis

Publicado em 11 de Novembro de 2020 às 04:00

Públicado em 

11 nov 2020 às 04:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Arrecadação em outubro de 2020 foi 40% maior do que a registrada no mesmo mês de 2019
Arrecadação em outubro de 2020 foi 40% maior do que a registrada no mesmo mês de 2019 Crédito: João Geraldo Borges Júnior/Pixabay
Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus e a uma das piores crises já enfrentadas em todo mundo, o Espírito Santo bateu recorde na arrecadação de ICMS em outubro. O resultado é o melhor para um mês, em valores nominais, desde 2002,  período disponibilizado pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) para a consulta dos dados.
Em outubro deste ano foram arrecadados R$ 1.325.662.579,70, quantia 40% maior do que a registrada no mesmo mês de 2019 e 18% superior à de janeiro de 2020, quando havia sido contabilizada até então a melhor receita para o cofre capixaba, de R$ 1,12 bilhão. O volume de recursos considera o ICMS em si e os pagamentos de multas e de valores referentes à divida ativa de contribuintes junto ao Fisco.
A alta foi impulsionada pelo setor atacadista, com destaque para os segmentos de medicamentos, cerveja e chope, peças para automóveis e alimentos em geral. Neste ano, de janeiro a outubro, o comércio atacadista arrecadou R$ 1,74 bilhão, volume 15% acima do que nos 10 primeiros meses 2019.
No acumulado de 2020, o comércio de combustíveis ainda amarga perdas de R$ 127,6 milhões (-6,42%) no confronto com igual período de 2019, mas, no recorte do mês de outubro, a indústria do petróleo contribuiu para o número recorde de ICMS. A arrecadação nessa área apresentou avanços mais expressivos entre o álcool, biodiesel, gasolina e demais derivados de petróleo.
O secretário de Estado da Fazenda, Rogelio Pegoretti, destaca ainda que teve peso forte sobre o incremento das receitas o acordo firmado pelo governo capixaba com a Petrobras referente a litígios tributários, o que proporcionou um ingresso de recursos da ordem de R$ 190 milhões.
“Só esse pagamento jogou a nossa arrecadação média dos últimos meses cerca de 20% para cima. Mas temos que lembrar que se trata de uma receita pontual”, ponderou ao citar que o dinheiro extra foi revertido para o Fundo de Infraestrutura e distribuído entre os municípios capixabas.
O chefe da Fazenda citou outros pontos que foram favoráveis para a marca histórica. Entre eles a demanda reprimida identificada nos primeiros meses da pandemia, a proximidade com o Natal - que faz com que as empresas abasteçam seus estoques -, o início da operação no Estado de empresas que foram atraídas pelos incentivos fiscais e as ações fiscais realizadas pelos auditores.
“Tivemos a ampliação dos trabalhos de fiscalização e atuação mais firme dos auditores. Mudamos um pouco o fluxo de atividades, ampliamos as fiscalizações e plantões, além aproveitarmos a tecnologia para realizar o cruzamento de dados.”

CAUTELA

Apesar de o desempenho da arrecadação de outubro estar bem acima da média dos meses anteriores, Rogelio Pegoretti estima que o governo vai fechar o ano de 2020 com uma arrecadação semelhante à de 2019, de R$ 11,4 bilhões. Para ele, por mais que os números tenham se mostrado promissores desde agosto é preciso manter a cautela.
Secretário da Fazenda, Rogélio Pegoretti, analisa cenário fiscal do ES
Secretário da Fazenda do ES, Rogelio Pegoretti, afirma que mesmo com alta da arrecadação de ICMS nos últimos meses cenário econômico ainda inspira cautela Crédito: Secom-ES/Divulgação
"Ainda é cedo para termos otimismo nesta reta final e em 2021. Afinal, existem várias questões que vão influenciar no desempenho das receitas, como o andamento das reformas, as contas públicas da União, o ânimo dos investidores e a própria pandemia"
Rogelio Pegoretti - Secretário de Estado da Fazenda
Para ele, o conservadorismo neste momento é fundamental para manter o equilíbrio fiscal no Estado. “Como não temos segurança de que poderemos ter grande crescimento de receitas, isso nos obriga a manter o controle rigoroso das despesas”, pontua o secretário ao citar que a previsão de arrecadação para novembro e dezembro é na casa de R$ 800 milhões a R$ 900 milhões por mês.
Pegoretti acrescenta que, mesmo diante da recuperação gradual das contas públicas no segundo semestre, o Espírito Santo vai ter uma frustração de receitas em 2020 da ordem de R$ 1 bilhão, em decorrência da queda de arrecadação com royalties e participações especiais do petróleo.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Exposição em Aracruz convida o Público a reflitir sobre o Meio Ambiente
Imagem de destaque
Tarot semanal: previsão para os signos de 04 a 10 de maio de 2026
Imagem de destaque
'Copacabana coroou Shakira como a rainha do pop latino': o que a imprensa internacional disse sobre show no RJ

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados