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Empreendedores do ES

Na Lata: Grupo capixaba lança startup para atender setor farmacêutico

Grupo Farmacro acaba de lançar a plataforma Comparte Farma, que presta serviços para pequenas e médias farmácias com o objetivo de ajudá-las a competir com as grandes redes do setor

Publicado em 07 de Março de 2021 às 02:00

Públicado em 

07 mar 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Aníbal Côrtes Neri é diretor do Grupo Farmacro Crédito: Grupo Farmacro/Divulgação
A tentativa de achar soluções para demandas e problemas internos dos serviços prestados pelo Grupo Farmacro a empresas do setor farmacêutico acabou levando a companhia a lançar um novo negócio: a startup Comparte Farma. 
O grupo capixaba, no mercado desde 2014, iniciou, agora em 2021, a operação de uma plataforma que conecta farmácias e drogarias, principalmente de pequeno e médio portes.
O objetivo é realizar uma gestão das empresas que fazem parte desse núcleo e ajudá-las a ter maior controle e planejamento dos negócios, assim como torná-las mais competitivas no mercado.
Segundo o fundador e diretor do Grupo Farmacro e um dos idealizadores da startup, Anibal Neri, a nova plataforma contribui para dar sobrevida aos pequenos empreendimentos, que vêm sendo engolidos pelas grandes redes farmacêuticas nos últimos anos.
Ele explica que ao aderir à Comparte Farma, a farmácia potencializa o seu poder de negociação junto à indústria e aos fornecedores do setor, conseguindo vantagens comerciais. Além disso, segundo o empresário, a ferramenta oferece serviços de apoio à gestão, como consultoria on-line, assessorias jurídica, regulatória e farmacêutica, e PBM's (Programas de Benefícios em Medicamentos).
"É uma plataforma de negociação para que pequenas farmácias possam competir com as mesmas vantagens comerciais das grandes redes. Foram dois anos de trabalho da nossa equipe para criar a plataforma e foi feito um investimento de R$ 1,5 milhão nela"
Anibal Neri - Fundador e diretor do Grupo Farmacro
Neri afirma que a startup está presente em 206 cidades de 14 estados e atende a sete redes de farmácias. A previsão para 2021 é que 10 novas redes (bandeiras) entrem para a plataforma, ampliando o número de lojas usuárias, que hoje é de 337 unidades. O empresário complementa que a projeção é de que R$ 500 milhões em compras passem pela ferramenta neste ano.
Anibal Neri lembra que, antes de lançar a Comparte Farma, um serviço semelhante era prestado pela Farmacro e cita que algumas empresas que eram atendidas pela sua companhia conseguiram resultados importantes a partir da gestão profissional.
"Temos casos de farmácias que tinham apenas uma unidade por muitos anos, mas que, após receber nossos serviços, conseguiram abrir três ou quatro filiais. Isso é uma realização muito grande para nós. Pegar uma loja que está com a gestão ruim e dar apoio de compras e ver o pequeno empresário competindo com uma Drogasil é gratificante."
Para ele, a expectativa é de crescimento ao longo de 2021 e o grupo já começa a planejar a adoção do modelo desenvolvido pela Comparte Farma em outros segmentos. "Por enquanto, é cedo para falar sobre isso. Mas posso te dizer que existem sim outros setores sendo estudados. Meus filhos é que já estão avaliando essa possibilidade."
Confira abaixo o bate-papo do Na Lata com o empresário Anibal Neri.
Comparte Farma é uma plataforma capixaba que conecta farmácias a fornecedores do setor farmacêutico
Comparte Farma é uma plataforma capixaba que conecta farmácias a fornecedores do setor farmacêutico Crédito: Comparte Farma/Divulgação

PERFIL

  • Nome: Anibal Côrtes Neri
  • Empresa: Grupo Farmacro
  • Cargo na empresa: Diretor e fundador
  • Empresa está no mercado: Há 7 anos
  • Negócio: Serviços para farmácias e drogarias
  • Atuação: 206 cidades em 14 estados do Brasil
  • Funcionários: 17 diretos e 55 das empresas contratadas

JOGO RÁPIDO COM QUEM FAZ A ECONOMIA GIRAR

Economia:

Acredito na capacidade do brasileiro, e que as reformas tributárias e administrativas propostas, sendo aprovadas, podem impulsionar a nossa economia, que é pujante. Entendo que a chamada economia compartilhada e de plataformas dominarão as próximas décadas.

Pandemia do coronavírus:

Me lembro do rei Davi, um guerreiro vitorioso e reinado lembrado até os nossos dias, que em um dos momentos difíceis, disse: Enquanto eu meditava se acendeu um fogo no meu coração, e neste momento pediu a Deus para lhe fazer conhecer o quanto ele era frágil. Vejo que a humanidade está em momento semelhante, e ao meditar vê a sua fragilidade, e nesta oportunidade aprendemos muito. Alguns estão aproveitando este tempo de dor, perdas, mas de aprendizado. 

Pedra no sapato:

Insegurança econômica e jurídica no Brasil. 

Tenho vontade de fechar as portas quando:

Nunca tenho vontade, pois precisamos estar preparados para os desafios, que são diários. 

Solto fogos quando:

Uma pequena farmácia ou drogaria passa a se beneficiar dos muitos serviços que prestamos, gerando renda e empregos para o que está sendo assolado pela concorrência dos gigantes do mercado. 

Se pudesse mudar algo no meu setor, mudaria...:

Mudaria a tributação, por ser muito complexa e elevada, tornando-a mais simples e justa para as mais de 60 mil pequenas farmácias do Brasil, que em muitas cidades brasileiras funcionam como uma verdadeira unidade de saúde.

Minha empresa precisa evoluir...:

Sempre procuramos incluir a tecnologia mais moderna para atender aos nossos licenciados e usuários, portanto entendemos que devemos sempre evoluir, incluindo pessoas com a capacidade de desenvolver projetos disruptivos. 

Se começasse um novo negócio seria...:

Prestar serviços ao pequeno e médio varejista, ou seja, o mesmo que fazemos atualmente. 

Futuro:

A incerteza está sempre perseguindo as perspectivas por falta de previsibilidade, mas sou otimista e acredito que pode haver dias melhores para a economia, com a capacitação humana e tecnologia que facilita, mas segurança do futuro somente em Deus, que é onisciente, ou seja, conhece todas as coisas. 

Uma pessoa no mundo dos negócios que admiro:

Difícil fazer esta escolha diante de tantos homens e mulheres notáveis no mundo dos negócios que admiro, tanto no meu Estado, no Brasil e em tantos outros países, mas citando apenas um, lembro aqui do Lee Lacocca, por ter reerguido a Chrysler nos anos 1980, tendo passado pelo chamado “chão de fábrica” indo à presidência da Ford.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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