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Empreendedores do ES

Na Lata: "Mercado brasileiro é fantástico, mas não dá para improvisar"

A coluna conversou com o consultor empresarial Durval Vieira, da DVF, que avalia que as perspetivas para a retomada do crescimento são boas, mas que empresas precisam ter um planejamento forte e boa capacidade de adaptação

Publicado em 21 de Fevereiro de 2021 às 02:00

Públicado em 

21 fev 2021 às 02:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Data: 06/12/2019 - ES - Linhares - Da Findes, Durval Vieira Filho na estação de tratamento de petróleo da Petrobras Fazenda Alegre
Durval Vieira de Freitas Crédito: Carlos Alberto Silva
Engenheiro industrial mecânico e natural de Laje do Muriaé, no Rio de Janeiro, Durval Vieira de Freitas está no Espírito Santo há mais de três décadas e foi aqui que criou a DVF, consultoria empresarial com 28 anos de atuação no mercado. Presente em 18 Estados do Brasil e ainda com negócios no Paraguai e na Bolívia, a empresa - que também trabalha com educação empresarial - espera crescer 20% em 2021. 
Mesmo em meio à instabilidade ainda vivida no país, em virtude da pandemia do novo coronavírus, Freitas avalia que existem boas perspectivas para o Espírito Santo e para o Brasil ao longo deste ano.
Para ele, fatores como estabilidade da moeda, juros baixos, investidor externo interessado em aplicar recursos no país, crescimento da agroindústria e da construção civil, além do potencial de projetos na área de infraestrutura e a realização de mais negócios no segmento do e-commerce criam um ambiente favorável para o desenvolvimento das empresas e a retomada do crescimento. 
"O mercado brasileiro é fantástico, mas não dá para improvisar. Qualquer empresa que quer ter sucesso tem que se planejar, se organizar e tem que controlar suas despesas. Não tem outro caminho. Existe mercado para todo mundo, mas é preciso foco e planejamento"
Durval Vieira de Freitas - Fundador e CEO da DVF Consultoria Empresarial
Durval Freitas brinca que existem empresas que "querem fazer do pinico a bomba atômica", ou seja, que perdem o foco do negócio e acabam não conseguindo aproveitar as reais oportunidades do mercado. O consultor pondera que a depender da situação o empreendedor deve ter paciência até que sua empresa possa colher os frutos desejados ou então deve ter a capacidade de avaliar que é hora de se adaptar e até mesmo mudar de área se assim for necessário. 
Ele lembra que quando criou a DVF Consultoria levaram anos para a empresa ser sustentável e rentável. "As pessoas têm que entender que o resultado não aparece de um dia para o outro. Você precisa ter paciência, fazer planos e construir a empresa. A DVF levou 5 anos para ficar de pé. Por isso, trabalhar com cautela e ter um bom fluxo de caixa é tão importante. Para ter bom futuro tem que construir o presente."
Passados quase 30 anos, a DVF Consultoria já fechou mais de 120 contratos que alcançaram mais de 4 mil organizações Brasil afora e a DVF Educação Empresarial ofereceu, em parceria com a Fundação Dom Cabral, programas de formação e desenvolvimento para cerca de 170 empresas. No portfólio de clientes estão companhias e instituições como Samarco, Fundação Renova, Veracel, Amarillo Gold, Imetame, Porto Central, Findes e Sebrae. 
Além delas, a consultoria capixaba está em fase de negociações para novos contratos junto a companhias de segmentos como petróleo e gás, papel e celulose, siderurgia, construção civil e montagem, metalmecânica e energia. O empresário, otimista com os potenciais novos clientes, diz esperar repetir os resultados conquistados em 2020, quando viu a receita crescer 20%. 
Outra filosofia empregada por Freitas no seu dia a dia profissional  é tratar seus clientes como se fossem amigos. "Eu costumo dizer que nós não temos clientes, temos parceiros, amigos, e temos grande prazer em ajudar pessoas e empresas a se desenvolverem e crescerem. E um ponto que sempre gosto de frisar é que as empresas devem ter um planejamento dinâmico e buscar a redução de custos para serem cada vez mais competitivas. Afinal, o mercado hoje não é o Espírito Santo. Nosso mercado é o mundo. Quem pensar pequeno não tem futuro."
Confira abaixo o bate-papo do Na Lata com o consultor Durval Vieira de Freitas.
Apresentação da DVF Consultoria Empresarial e DVF Educação Empresarial
Apresentação da DVF Consultoria Empresarial e DVF Educação Empresarial Crédito: Cacá Lima/DVF Divulgação

PERFIL

  • Nome: Durval Vieira de Freitas
  • Empresa: DVF Consultoria Empresarial e DVF Educação Empresarial
  • Cargo na empresa: Fundador e CEO da DVF Consultoria Empresarial
  • Empresa está no mercado: Há 28 anos
  • Negócio: Consultoria Empresarial
  • Atuação: Em 18 Estados do Brasil, além de participação em projetos na Bolívia e no Paraguai
  • Funcionários: 14 

JOGO RÁPIDO COM QUEM FAZ A ECONOMIA GIRAR

Economia:

Importante para avaliar o passado, analisar o presente e preparar o futuro.

Pandemia do coronavírus:

Colocou o mundo de cabeça para baixo. Nunca mais seremos o que fomos, nem o que estamos vivendo.

Pedra no sapato:

O peso do governo na economia.

Tenho vontade de fechar as portas quando:

Nunca! O mundo depende de nós.

Solto fogos quando:

O nosso trabalho é reconhecido pelos clientes, pelos colaboradores e pelos parceiros.

Se pudesse mudar algo no meu setor, mudaria...:

Eu melhoraria a qualidade da mão de obra, a automatização dos processos e a maior utilização de bancos de dados. Acredito que temos que usar mais dados e informações a favor do crescimento das empresas e do desenvolvimento do país.

Minha empresa precisa evoluir:

Na agressividade comercial.

Se começasse um novo negócio seria...:

Não trocaria nem um pouco o que faço. Começaria novamente uma consultoria empresarial.

Futuro:

Vejo ele como muito bom e promissor, mas precisamos investir mais em educação, educação e educação! Existem muitas oportunidades.

Uma pessoa no mundo dos negócios que admiro:

Emerson Almeida. Ele é o idealizador da Fundação Dom Cabral. Ele enxergou que a educação empresarial era um bom negócio. Admiro a forma de gestão dele e a capacidade de harmonizar pessoas e formar equipes.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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