Duas grifes internacionais vão abrir lojas e estampar suas marcas nas vitrines no Shopping Praia da Costa, em Vila Velha, a partir do dia 25 de março. As empresas Calvin Klein e Tommy Hilfiger vão investir R$ 2,6 milhões com os novos negócios, sendo R$ 1,3 milhão em cada loja.
Para a operação das unidades, está prevista a abertura de 20 empregos diretos para vendedor. Os interessados podem deixar os currículos na administração do shopping ou nas próprias lojas.
A chegada das marcas acontece cerca de seis meses depois que o Shopping Praia da Costa foi vendido para a Vinci Real Estate Gestora de Recursos, um dos maiores fundos imobiliários do país, que comprou o mall do Grupo Sá Cavalcante por cerca de R$ 194 milhões.
PLATAFORMA DIGITAL IMOBILIÁRIA CHEGA AO ES
A plataforma digital imobiliária QuintoAndar, com mais de R$ 50 bilhões em ativos sob gestão, começou na sexta-feira (05) a operar em Vitória. A chegada ao Espírito Santo dá continuidade ao plano de expansão da companhia neste ano, que inclui Recife (PE) e Salvador (BA), além de cidades do interior de São Paulo. O QuintoAndar está presente em mais de 30 municípios, entre eles as capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia e Porto Alegre.
POTENCIAL DA BOLSA
O potencial de crescimento do número de investidores na Bolsa de Valores brasileira, a B3, é gigantesco. Hoje, segundo Romero Oliveira, sócio da Valor, apenas cerca de 3 milhões de pessoas têm algum investimento em renda variável, ou seja, menos de 2% da população. Ele compara com os Estados Unidos, onde 50% da população aplica dinheiro na bolsa americana. "Muitos deles com o foco na aposentadoria", disse o especialista durante um workshop sobre renda variável na Fucape.
DESILUSÃO COM PAULO GUEDES
As últimas decisões do governo federal, especialmente em relação à Petrobras, têm feito com que investidores fiquem cada vez mais desiludidos com a aplicação de uma agenda liberal como foi prometida pelo presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes durante a campanha eleitoral em 2018. Segundo o sócio e head da mesa de renda variável da Valor, Romero Oliveira, o mercado não tem "comprado mais o discurso".
Questionado se a saída do ministro da Economia poderia desestabilizar o mercado e trazer reflexos para os papéis das companhias na bolsa brasileira, ele disse acreditar que em parte sim, mas sem um efeito devastador, já que Guedes perdeu a confiança de grande parte da iniciativa privada e dos investidores.
"Se ele sair, o cenário pode piorar no primeiro momento, mas o mercado já não vê o Paulo Guedes tocando e colocando em prática as medidas esperadas"
O sócio da Valor Investimentos Paulo Henrique Correa, que também participou do workshop na faculdade em Vitória, complementa que, mais do que a saída do Guedes, o que vai determinar potenciais efeitos negativos no mercado é a sinalização do governo federal de como será a sua agenda econômica. "Uma mudança radical de agenda é muito ruim. O investidor, principalmente o estrangeiro, quer previsibilidade."