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Empreendedores do ES

Na Lata: Cliente vai poder fazer "test living" antes de comprar imóvel

A coluna conversou com o empresário Felipe Ribeiro, da Im7 Vendas e Aluguel Compartilhados, que falou sobre uma nova modalidade de negócio no mercado imobiliário

Publicado em 19 de Julho de 2020 às 05:00

Públicado em 

19 jul 2020 às 05:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Felipe Ribeiro é o CEO da Im7 Vendas e Aluguel Compartilhados
Felipe Ribeiro é o CEO da Im7 Vendas e Aluguel Compartilhados Crédito: Arquivo pessoal
A startup capixaba do ramo imobiliário, a Im7, vem buscando inovar no setor. Além de ter desenvolvido uma ferramenta que conecta os corretores de imóveis aos desejos dos clientes e oferece mais de 2.500 opções de investimentos, agora, a empresa traz uma nova proposta para quem quer comprar o apartamento ou a casa dos sonhos: o Test Living. 
Trata-se de uma modalidade em que o interessado aluga o imóvel que deseja comprar, por 12 meses, e só ao final desse prazo decide se irá ou não adquiri-lo. Caso a resposta seja positiva, todas as quantias pagas durante o período de um ano são abatidas no valor de compra. Mas se o potencial comprador não fechar o negócio, ele deixa o local sem sofrer qualquer tipo de penalidade. 
Para o fundador e CEO da Im7, Felipe Ribeiro, o Test Living é interessante para os dois lados. "É uma solução para o cliente que está indeciso e sem perspectiva, mas tem necessidade de habitar, e também para a construtora que, porventura, esteja com o estoque parado", argumentou. 
O  modelo, segundo ele, é inédito no mercado capixaba e, por enquanto, a empresa está iniciando as parcerias junto às construtoras. Ele acredita que a ideia tende a ganhar fôlego especialmente neste período de pandemia do novo coronavírus, em que existem muitas incertezas na economia e isso acaba impactando as negociações no mercado imobiliário. 
Ele, que é economista e tem experiência de 15 anos no setor imobiliário, pondera que as construtoras que têm objetivo original de venda e não de aluguel acabam ficando com seus estoques parados em épocas de crise. "Então, a gente quer contribuir para que haja uma movimentação no imóvel que está com uma certa vacância. Isso além de fazer com que circulem mais pessoas pelo prédio e conheça o empreendimento, ajuda a reduzir custos fixos que a construtora tem, por exemplo, com condomínio."
Felipe Ribeiro contou que a novidade já atraiu interessados. Um casal que mora atualmente em Dublin, na Irlanda, resolveu todo o trâmite da moradia de forma remota. Gabriel Miranda Lyra e Wliany de Paula Costa pretedem voltar para o Brasil e decidiram morar por 12 meses em um edifício em Jardim Camburi, Vitória. Só depois desse período vão bater o martelo se continuam ou não na unidade, que é da Grasselli Engenharia, construtora que aderiu ao novo modelo. 
Equipe da capixaba Im7
Equipe da capixaba Im7 Crédito: Im7/Divulgação

PERFIL

  • Nome: Felipe Ribeiro
  • Empresa: Im7 Vendas e Aluguel Compartilhados
  • No mercado: Há 2 anos
  • Cargo na empresa: CEO
  • Negócio: Mercado imobiliário
  • Atuação: ES
  • Funcionários: 8

JOGO RÁPIDO COM QUEM FAZ A ECONOMIA GIRAR

Economia:

O vento mudou no momento em que iríamos levantar voo e precisamos de forma radical estabelecer novos processos para seguir viagem. Entretanto, confio no Brasil e, principalmente, em nossa capacidade de adaptação e arranjo produtivo. Já tivemos 13 trilhões por cento de inflação em 15 anos, confisco de poupança, instabilidade de preços, indexações monetárias, congelamento e chegamos até aqui. Somos praticamente imunes a tudo. 

Pandemia do coronavírus:

Estamos migrando para um novo normal, momento no qual janelas de oportunidades se abrem. Como o afastamento social se faz necessário, a tecnologia e o digital vão demandar cada vez mais relacionamento e relevância para as relações comerciais e de consumo. 

Pedra no sapato:

Dificuldade na obtenção dos recursos prometidos para as pequenas e médias empresas. 

Tenho vontade de fechar as portas quando:

Nunca. Se fechar as portas for sinônimo de desistir, a gente erra rápido e muda rápido, mas desistir nunca. 

Solto fogos quando:

Tenho sucesso nas minhas ações. Acho importante comemorarmos toda conquista, pois nosso maior legado está no caminho e não no fim. O fim quero que nunca chegue, apenas conquistas pelo caminho. 

Minha empresa precisa evoluir em:

Na comunicação com os agentes do mercado imobiliário, no desenvolvimento da cultura da economia compartilhada e compartilhamento de informação. Trata-se de um mercado bastante conservador e muito engessado em práticas e arranjos que dificultam a jornada de compra, venda e locação do imóvel. 

Se começasse um novo negócio seria...:

No amplo e crescente mundo animal. Os pets estão cada vez mais demandando produtos e serviços.

Futuro:

Agora já conseguimos enxergar a luz no fim do túnel. Entre todos os mercados, o mercado imobiliário é o mais seguro e sempre recebeu uma atenção especial das políticas governamentais. Agora com a Selic em 2,25%, esperamos também uma nova redução na taxa de juros do financiamento habitacional e uma inversão na regra de negócio que coloca nesse cenário a locação de imóveis mais rentável que os títulos de rendas fixas tradicionais, como CDB, LCI, LCA. 

Uma pessoa no mundo dos negócios que admiro:

Além de meus sócios, pois sigo o princípio de me juntar com profissionais melhores que eu em algum aspecto, cito Tallis Gomes, fundador da Easy Táxi, agora sob o guarda-chuva da Cabfy. Como referência capixaba cito Roney Helia, CEO e Cofundador da Multifidelidade, empreendedor que pude acompanhar no início do desenvolvimento da Multifidelidade e que abriu meus horizontes de possibilidades para o mercado imobiliário.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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