Análises semanais do setor da construção civil, engenharia, arquitetura e decoração, com especialistas do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-ES), Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo (CAU-ES), e Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-ES).

Arquitetura: a arte da felicidade

A forma como os espaços são projetados e construídos sem dúvida afeta nosso comportamento e influencia nossas vidas

Vitória
Publicado em 14/12/2023 às 01h58
Atualizado em 14/12/2023 às 01h58
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Emoção e criatividade são aliadas da racionalidade para criar projetos que atendam aos anseios, encantem e tragam felicidade às pessoas. Crédito: Shutterstock

*Heliomar Venancio

O dia 15 de dezembro é comemorado o dia do arquiteto, data de nascimento do gênio Oscar Niemeyer, e esta arte está relacionada à felicidade e ao encantamento dos seres humanos.

Estudos indicam que gastamos mais de 87% de nossas vidas dentro de ambientes construídos, seja em nossas moradias, seja nos locais de trabalho e serviços, seja até mesmo no lazer. E a forma como estes espaços são projetados e construídos sem dúvida afeta nosso comportamento e influencia nossas vidas.

Em alguns locais a proporção dos espaços, as cores e texturas aplicadas junto ao bioclima, que, às vezes, é associado ao paisagismo, podem tornar o ambiente aconchegante e trazer a felicidade em ver e se sentir acolhido neste local. Mas a ausência ou até mesmo exagero nos itens citados podem nos dar um mal estar em determinadas edificações. Quem não já esteve em um local e não se sentiu bem sem um motivo aparente?

Grande parte do processo de Arquitetura envolve emoção e criatividade. Mas ambas são aliadas da racionalidade, cujo maior objetivo no seu design e funcionalidade, é atender aos anseios de funcionalidade dos espaços projetados, encantar e trazer felicidade às pessoas.

O estudioso e filósofo Alain de Botton explorou de forma profunda em seu livro “A Arquitetura da Felicidade” a relação do ser humano com o seu habitat, mostrando como o ambiente interfere no comportamento e no sentimento de seus usuários.

Nosso lar é como uma segunda pele, o abrigo psicológico onde o moldamos à nossa maneira e que fala sobre a nossa personalidade, onde alguns aspectos são importantes para desenvolver um ambiente com bem-estar, como iluminação e ventilação natural o máximo possível, proporções e espaços no tamanho adequado. Cores que representam a personalidade dos usuários, materiais linkados com a terra, como pedras e madeira, remetem à nossa natureza. Móveis, de preferência algumas peças de família, remetem às nossas raízes e memórias.

A criatividade e o olhar holístico de arquitetas e arquitetos focam seus pensamentos na sua principal matéria prima que é o espaço a ser trabalhado, criando emoções e transformando vidas, marcando histórias e exaltando a Arquitetura como a arte da felicidade.

* Heliomar Venancio é mestre em Arquitetura e Cidades e presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Espírito Santo (CAU/ES)

Heliomar Venâncio:
Heliomar Venancio: "Nosso lar é como uma segunda pele, o abrigo psicológico onde o moldamos à nossa maneira e que fala sobre a nossa personalidade". Crédito: Camilla Baptistin

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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