Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Futuro

Inspirações para a construção capixaba de um novo normal

O Espírito Santo tem condições materiais e competências humanas que permitem a ousadia de pensar e agir para além do receituário que atende majoritariamente os interesses das finanças mundializadas

Publicado em 21 de Outubro de 2021 às 02:00

Públicado em 

21 out 2021 às 02:00
Arlindo Villaschi

Colunista

Arlindo Villaschi

educação
Educação é uma das políticas inclusivas registradas em bem sucedidas iniciativas Crédito: Freepik
A experiência recente com a pandemia da Covid-19 precisa mobilizar o necessário exercício de construção de visão compartilhada sobre o que os capixabas desejam para o futuro de sua formação socioeconômica. Desejo que precisa ser contemporâneo da agenda internacional pautada pela saudável rebeldia de Greta Thunberg e sua presença nos embates sobre a crise climática e pela liderança do Papa Francisco na busca de uma economia que priorize o ser humano e a natureza.
Agenda internacional essa que se contrapõe ao terraplanismo que caracteriza a política de, dentre outros, Boris Johnson, Donald Trump à frente dos reacionários estadunidenses e de seu assumido assecla Jair Bolsonaro. Assim como já ocorre na Grã Bretanha e nos Estados Unidos, também no Brasil existe espaço para políticas locais que se afastem da apologia do financismo que caracteriza o neoliberalismo posto em prática por governos centrais.
Espírito Santo tem condições materiais e competências humanas que permitem a ousadia de pensar e agir para além do receituário que atende majoritariamente os interesses das finanças mundializadas. Condições materiais e competências humanas capazes de tornar o combate à pobreza uma prioridade, principalmente em seu aspecto intergeracional.
Para tanto, a segurança alimentar que deve garantir o sustento físico de pobres e miseráveis precisa ser suplementada com inclusão social através de educação, saúde, trabalho e renda – dentre outros. Inclusão social que quebre com o circulo vicioso da pobreza que historicamente vai de geração para geração no Brasil, de maneira geral, e no Espírito Santo de modo específico.
Educação e saúde inclusivas, como são registradas em bem sucedidas iniciativas, como o da pedagogia da alternância do MEPES (Movimento de Educação Promocional do ES), e bem sucedidos programas municipais de atendimento à saúde dentro do arcabouço institucional do SUS. Geração de trabalho e renda, como o que é feito pelo MPA (Movimento de Pequenos Agricultores) na invejável missão de produzir alimentos agroecológicos e garantir a soberania alimentar; e como buscam fazer iniciativas de microcrédito como o Banco do Bem.
Geração de trabalho e renda que pode resultar de projetos de pequeno, médio e grande porte voltados para a produção ambiental e socialmente sustentáveis. Sustentabilidade que precisa superar o marquetismo barato voltado exclusivamente para legitimar crescentes lucros financeiros de empresas que cometem crimes ambientais como o de Mariana e a poluição do ar na Grande Vitória
Geração de trabalho e renda que pode ser buscada em vilas e cidades de todos os portes voltadas para a oferta de habitação, saneamento, transporte, lazer e convivência, dentre outras. Oferta de serviços diretamente ligados à qualidade de vida e à dignidade das pessoas.
Educação, saúde, geração de emprego e renda, dentre outras políticas inclusivas, que podem ser alicerçadas a partir de competência científicas, técnicas e financeiras existentes em instituições mobilizáveis como Ufes, Ifes, Incaper, Bandes, Banestes, dentre outros. Competências que podem ser complementadas através de acordos com parceiros comerciais de empresas no Espírito Santo; e com agências internacionais de desenvolvimento.
Competências que permitem ousadias de curto, médio e longo prazos. Ousadias necessárias para mudar os resultados nefastos da crença acrítica em mercados submetidos aos interesses da financeirização mundializada. Resultados nefastos que são cada mais expostos pelas consequências sociais, econômicas e políticas da pandemia ainda presente e pelo pandemônio crescente provocado pelo mais alto mandatário do país.

Arlindo Villaschi

É professor Ufes. Um olhar humanizado sobre a economia e sua relação com os avanços sociais são a linha principal deste espaço.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Como Japão abandonou política pacifista e se opôs à China
Imagem de destaque
Trump cancela ida de enviados americanos ao Paquistão para negociaçōes com Irã
Clientes fizeram fila para entrar primeiro no estande de vendas do Boulevard Arbori.jpeg
Condomínio de luxo em Vila Velha tem fila no estande e vende 90% dos lotes no pré-lançamento

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados