A sucessão do governador Renato Casagrande já está na estrada para 2026.
Fortalecido com a sua histórica vitória político-eleitoral na Serra, Sérgio Vidigal (PDT) produziu o fato novo. Praticamente lançou a candidatura – para ele prioritária – do vice-governador Ricardo Ferraço. É um ponto de inflexão.
Vidigal não descartou uma eventual candidatura sua, com a sua renovada musculatura política no maior colégio eleitoral do Espírito Santo.
Mas deixou claro que está no mesmo grupo político do governador Renato Casagrande e do vice-governador Ricardo Ferraço, sendo este último o candidato natural à sucessão estadual.
Vem daí a dimensão desse fato novo. Dimensão de ponto de inflexão.
Vidigal reconhece a força política, reforçada pelos resultados das urnas, do governador Casagrande.
Seja porque sua avaliação se mantém acima da média, seja porque seu PSB conquistou a maior infantaria política nestas eleições: 122 vereadores e 22 prefeitos. Acima de tudo, porque uma aliança, na partida, entre o PSB de Casagrande, o PDT de Vidigal e o MDB de Ricardo tem lastro político e eleitoral.
Na era da partidocracia, é uma aliança poderosa. Que ainda poderá, ao longo de 2025 e 2026, agregar outras forças que se saíram bem em 2024, como por exemplo o Podemos e o PSD.
Tudo somado, essa aliança produziria uma Frente Ampla de forças que gravitam em torno do centro do espectro político. O centro político (não confundir com Centrão) foi a escolha majoritária resultante das urnas de 2024, no ES e no Brasil.
Mesmo assim, é bom não colocar o carro na frente dos bois. A sucessão estadual, resta claro, está em aberto.
Vivenciamos uma transição intrincada com novas lideranças políticas referendadas pelas urnas. Os principais exemplos, além de Weverson Meireles (PDT de Sérgio Vidigal), são Lorenzo Pazolini (Republicanos), Arnaldinho Borgo (Podemos) e Euclério Sampaio (MDB).
Sem mencionar a ascensão política do Republicanos de Pazolini e Pablo Muribeca, do PP de Josias da Vitoria e Evair de Melo, e do PSD de Renzo Vasconcelos, que reemergiu e tem a liderança nacional de Gilberto Kassab. E, ainda, o chamado “fator Paulo Hartung”.
A próxima etapa da agenda política é a eleição da Mesa da Assembléia Legislativa do ES para o período 2025/2026. As costuras já começaram.
Essa agenda vai retratar um processo já em curso de repactuação política liderado pelo governador Casagrande. No bojo desse processo de repactuação pode emergir nova configuração do secretariado do governo Casagrande. E, claro, da Mesa da Assembléia Legislativa.
E la nave va. Caminhos para 2026.