Nesta semana, aqui em A Gazeta, Abdo Filho retomou a (importante) questão da agregação de valor na economia capixaba. Retomou, também, a outra (importante) questão da manutenção da estabilidade política, institucional e econômica no Estado.
Sobre a agregação de valor, Abdo registrou que empresários ligados ao comércio exterior sugerem que a importação de veículos elétricos poderia agregar valor aqui dentro se, por exemplo, os veículos saíssem para outros Estados já blindados aqui. Para sair da condição do ES como “economia de passagem”.
Mas ainda temos o velho Calcanhar de Aquiles de ser plataforma de exportação de commodities. Com baixa agregação de valor. Nossa economia tem contornado o problema com o seu sistema de incentivos fiscais e financeiros. Mas eles terminam em 2032, com a vigência da nova reforma tributária.
Portanto, além do fortalecimento do turismo como prioridade econômica para aumento do consumo e da produção de valor, o Estado precisa acelerar as agendas de atração e realização de novos investimentos de maior agregação de valor.
Quanto à questão da estabilidade econômica, política e institucional, Abdo registra que o governador Renato Casagrande deverá usar o evento em homenagem aos fundadores do Movimento empresarial ES em Ação, na terça-feira próxima, para “dar os seus recados”. Casagrande deverá se referir às ameaças do “discurso fácil e irresponsável dos radicais e a corrupção”. Segundo ele, são duas graves ameaças.
Ou seja, chamar a atenção para a virada de chave do início dos anos 2000, com o apoio do ES em Ação, na direção (outra vez) da estabilidade política, institucional e econômica. Significa que o governador compreendeu a preocupação do PIB capixaba com a necessidade de manutenção do legado de estabilidade dos últimos 24 anos (até 2026). Esta estabilidade é produto de uma concertação genuinamente capixaba – ou seja, um pacto social entre governo e sociedade nestes 24 anos.
É esta concertação que não pode retroceder. Esta é, de resto, a preocupação do PIB e da sociedade civil com o que será do Estado no pós-2026. É, também, uma preocupação do governador Renato Casagrande, que lidera uma transição política regional.