Na reta final das eleições para o governo estadual, a polarização nacional levou a corrida ao Palácio Anchieta para o segundo turno. O ponto de mutação pode ter sido o último debate na TV Gazeta, na terça-feira (27) passada.
Uma reviravolta que se deu a partir daí, na última hora. A indecisão ainda era alta e a volatilidade do voto pairava.
Neste segundo turno, tudo indica que teremos um "todos contra um": Manato, Guerino Zanon, Audifax e Aridelmo “versus” Casagrande. Mais polarização à vista.
Renato Casagrande vai para o segundo turno com desvantagem relativa. Sua expectativa de vitória foi revertida. É um efeito simbólico. Ele vai precisar fazer ajustes na sua política de alianças.
Já Carlos Manato vai precisar fortalecer a sua âncora com Jair Bolsonaro e o bolsonarismo. E consolidar a sua potencial aliança com o PSD, o Rede e o Novo.
O segundo turno tende a aumentar a polarização e os decibéis. Está em jogo a troca da guarda na política capixaba.
O Republicanos poderá ter papel muito relevante no segundo turno, mantendo a tendência de se tornar a terceira força na política capixaba.
Vale relembrar a máxima das eleições: o segundo turno é outra eleição.