As negociações com os mais de 200 integrantes do MST foram iniciadas no começo da semana passada (a determinação do juiz saiu no dia 18), mas não surtiram efeito. A decisão pela desocupação coordenada pela PM foi tomada em uma audiência pública feita pelo Judiciário. É a última etapa do protocolo de reintegração de posse - cumprindo regras e/ou leis estaduais, federais e do Conselho Nacional de Justiça.
"Há uma determinação de reintegração de posse emitida pelo Poder Judiciário. Caso os manifestantes não desocupem a área, a Polícia Militar pode ser acionada para retirá-los. Importante apenas ressaltar que há normativos da União, do Estado e, inclusive, do CNJ que regulamentam e traçam diretrizes para a realização desse tipo de ação policial. São ritos que demandam planejamento e acompanhamento por uma série de instituições, inclusive pelo juiz que determinou a reintegração. Buscamos cumprir todas as ordens judiciais no menor espaço de tempo possível e, ao mesmo tempo, respeitar o protocolo e preservar a integridade de todos os envolvidos", explicou o secretário de Estado de Segurança, Eugênio Ricas, à coluna no dia 19 de abril.