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Coluna Abdo Filho

EUA caem e China sobe na balança comercial da indústria de rochas

Os Estados Unidos permaneceram como principal parceiro comercial do Brasil no segmento, mas o país registrou queda de 21,5% nas compras

Publicado em 10 de Junho de 2026 às 03:00

Públicado em 

10 jun 2026 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

Movimento de blocos no Terminal Portuário de Vila Velha Carlos Alberto Silva

A indústria brasileira de rochas encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com US$ 428,5 milhões em exportações, resultado 7,1% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas). Depois de um primeiro trimestre ruim (queda de 21,2%), abril foi de forte recuperação: crescimento de 40,4%.  

Os Estados Unidos permaneceram como principal parceiro comercial do Brasil no segmento, respondendo por 48,5% (US$ 207,8 milhões) das exportações brasileiras no quadrimestre. Entretanto, o país registrou queda de 21,5% nas compras, refletindo diretamente os efeitos das tarifas sobre os produtos industrializados brasileiros. Por outro lado, a China ampliou sua relevância na pauta exportadora brasileira. As exportações totais para o mercado chinês cresceram 54,5% até abril, alcançando US$ 100,4 milhões.

“Os números mostram um setor ainda pressionado pela retração das vendas industrializadas aos Estados Unidos, mas abril trouxe sinais importantes de reação, especialmente com o avanço das exportações de blocos para a China e outros mercados estratégicos”, avalia o presidente da Centrorochas, Tales Machado. “Diversificar mercados e ampliar a presença internacional dos produtos brasileiros é uma estratégia permanente do setor. Isso não significa reduzir a importância dos Estados Unidos e China, mas sim fortalecer nossa atuação global e abrir novas oportunidades comerciais em diferentes regiões e segmentos, inclusive para mais minerais, como a ardósia”, completa o empresário.

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Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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