A indústria brasileira de rochas encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com US$ 428,5 milhões em exportações, resultado 7,1% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado. Os dados são da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas). Depois de um primeiro trimestre ruim (queda de 21,2%), abril foi de forte recuperação: crescimento de 40,4%.
Os Estados Unidos permaneceram como principal parceiro comercial do Brasil no segmento, respondendo por 48,5% (US$ 207,8 milhões) das exportações brasileiras no quadrimestre. Entretanto, o país registrou queda de 21,5% nas compras, refletindo diretamente os efeitos das tarifas sobre os produtos industrializados brasileiros. Por outro lado, a China ampliou sua relevância na pauta exportadora brasileira. As exportações totais para o mercado chinês cresceram 54,5% até abril, alcançando US$ 100,4 milhões.
“Os números mostram um setor ainda pressionado pela retração das vendas industrializadas aos Estados Unidos, mas abril trouxe sinais importantes de reação, especialmente com o avanço das exportações de blocos para a China e outros mercados estratégicos”, avalia o presidente da Centrorochas, Tales Machado. “Diversificar mercados e ampliar a presença internacional dos produtos brasileiros é uma estratégia permanente do setor. Isso não significa reduzir a importância dos Estados Unidos e China, mas sim fortalecer nossa atuação global e abrir novas oportunidades comerciais em diferentes regiões e segmentos, inclusive para mais minerais, como a ardósia”, completa o empresário.
Veja Também
Comprada pela Águia Branca, empresa do Sul mira expansão
Estado do Espírito Santo tem o maior crescimento de receita do Brasil
BR 101 Norte: Contorno de Ibiraçu começa a sair do papel
O impasse que pode atrapalhar a importação de vinhos pelo Espírito Santo
Fábrica de papel da Suzano performa melhor que o esperado no ES