A fábrica de papel que a Suzano inaugurou, no ano passado, em Aracruz, está performando além do esperado. A usina, um investimento de R$ 650 milhões com capacidade para 60 mil toneladas de papel tissue por ano, chegou à plena capacidade apenas sete meses após o início das operações, em agosto de 2025. Para efeito de comparação, a unidade de Cachoeiro de Itapemirim, inaugurada em 2021 e com 30 mil toneladas de capacidade, chegou aos 100% com um ano e meio de operação. A expectativa para a unidade de Aracruz era de que o ramp up (processo de aumento gradual de atividade) levasse um ano.
"A boa qualidade da mão de obra foi a chave para atingirmos a capacidade máxima em tempo recorde. Fizemos um ramp up mais rápido que o normal. É claro que o conhecimento e a tecnologia ajudam, mas a capacitação que foi feita com a mão de obra foi fundamental. O nível de formação aqui em Aracruz é muito bom", disse Vander Rios, gerente de Bens de Consumo da Suzano no Espírito Santo e na Bahia.
A oferta de mão de obra de boa qualidade é um atrativo relevante. A estratégia da Suzano é seguir crescendo em bens de consumo (guardanapo, papel higiênico, lenço umedecido, por exemplo) e observa os mercados do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Como a localização é fundamental nesse negócio, o Espírito Santo se apresenta bem para o jogo. Hoje, o segmento de tissue da Suzano tem capacidade para 340 mil toneladas por ano e o mercado brasileiro consome 1,4 milhão de toneladas.
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