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"Desabafo"

"Xinguei como um cidadão revoltado", diz presidente da Câmara de Vitória

Declaração de Anderson Goggi aconteceu após sistema de som da Casa ter captado xingamentos proferidos por ele depois do encerramento de sessão plenária devido à falta de quórum

Publicado em 22 de Julho de 2026 às 16:29

Julia Camim

Publicado em 

22 jul 2026 às 16:29

Um dia após proferir palavrões depois de anunciar o encerramento da sessão da Câmara Municipal de Vitória, o presidente da Casa, Anderson Goggi (Republicanos), comentou a situação no plenário.


“Eu fiz um desabafo. Xinguei. Não tenho vergonha em falar que eu xinguei quando a sessão terminou. Xinguei como um cidadão revoltado com o que aconteceu", explicou o vereador sobre a fala captada pelo sistema de som.


O motivo da revolta de Goggi, disse ele, foi o esvaziamento da sessão em “um dos dias mais importantes para o município de Vitória”. Os vereadores votariam a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na sessão de terça-feira (21), que terminou com o presidente esbravejando: “Eu quero é que se ****! Vai todo mundo tomar no ** e que meu *** cresça!”.


A falta de quórum, segundo a coluna Vitor Vogas, foi uma forma de protesto dos vereadores contra o pedido da Prefeitura de Vitória para que Goggi enviasse à Corregedoria da Câmara um requerimento de instauração de processo disciplinar contra o vereador Professor Jocelino (PT), a fim de que ele tivesse o mandato cassado ou, no mínimo, suspenso por 30 dias.

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Diante do esvaziamento, o presidente precisou encerrar a sessão, adiando a votação dos projetos incluídos na pauta. “Aquilo ali realmente foi um momento de indignação como cidadão que quer ver o seu município prosperar”, disse Goggi sobre a postura.


Além de se explicar, o presidente pediu desculpas aos servidores da Câmara, mas disse não se arrepender de ter proferido os palavrões. 


“Foi como cidadão indignado com o que aconteceu. Não tenho dificuldade nenhuma em falar isso aqui em público e, principalmente, pedir desculpa às nossas servidoras, aos nossos servidores e às pessoas que, porventura, não gostaram”, declarou o presidente da Casa Legislativa.


Mesmo “indignado” com o ocorrido, o presidente afirmou que está “solidário ao vereador Professor Jocelino” e que vai arquivar o pedido da gestão municipal, como mostrou a coluna Letícia Gonçalves.


“Meu posicionamento é pelo arquivamento da denúncia do Executivo (...) Sairei em defesa do Professor Jocelino, não sou omisso”, declarou Goggi.


Para o parlamentar, a prefeitura “se excedeu” e a questão deve ser resolvida com o vereador na esfera judiciária. “Aí, depois, se houver uma condenação, se houver alguma coisa, provocar esse parlamento", disse ele.

O pedido da Prefeitura de Vitória

Como mostrou a coluna Vitor Vogas, a gestão da prefeita Cris Samorini (PP) pediu a abertura de um processo por quebra de decoro parlamentar em face do vereador Professor Jocelino por conta de um post e um pronunciamento feitos pelo parlamentar relacionados a uma operação, deflagrada no último dia 8, para apurar indícios de um suposto esquema voltado à prática de fraudes a licitações e lavagem de dinheiro por meio da execução de contratos públicos.


No texto da publicação, o vereador afirmou que, “de acordo com as investigações, empresas ligadas ao esquema mantiveram contratos com diversos municípios capixabas, incluindo a Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria Municipal de Educação”.


Diante disso, a prefeitura entendeu e alegou que o petista abusou de suas prerrogativas parlamentares ao fazer tais afirmações, vinculando a administração da Capital ao esquema investigado.

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