Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 13:56
Dois policiais militares aposentados foram presos na manhã desta quinta-feira (29) em nova fase da operação Pretorianos, que apura o envolvimento de agentes na segurança do bicheiro Rogério de Andrade, no Rio de Janeiro. De acordo com a Promotoria, os PMs da reserva Carlos André Carneiro de Souza e Marcos Antonio de Oliveira Machado são acusados de integrar organização criminosa dedicada à exploração ilegal de jogos de azar, além do crime de corrupção ativa. Eles atuavam como seguranças pessoais do contraventor e de seus familiares, conforme e denúncia. A reportagem tenta localizar a defesa dos policiais presos.>
A operação também contou com novo mandado de prisão contra Rogério de Andrade, mas ele está preso desde novembro de 2024, acusado de ordenar o homicídio de Fernando Iggnácio, apontado como rival na contravenção. Ele cumpre pena na Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, e teve o pedido de transferência para o Rio de Janeiro negado pela Justiça nesta semana. Ele nega participação nos crimes.>
Rogério de Andrade e os dois ex-PMs foram denunciados sob acusação de integrar organização criminosa dedicada à exploração ilegal de jogos de azar, além do crime de corrupção ativa, segundo a Promotoria. Carlos André Carneiro teria participado do suborno a um policial militar da ativa, com o objetivo de obter informações confidenciais sobre operações policiais e influenciar ações contra pontos de jogos clandestinos controlados por grupos rivais, de acordo com a denúncia.>
A Operação Pretorianos teve início em março de 2024 e revelou a existência de uma organização criminosa formada por policiais da ativa, da reserva e por civis, que se autodenominava Vampiros. O grupo atuava para garantir a proteção do contraventor, interferir em fiscalizações, monitorar agentes públicos e intervir em disputas territoriais do jogo do bicho, de acordo com a Promotoria. Ao todo, 31 pessoas foram denunciadas.>
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Rogério de Andrade é sobrinho de Castor de Andrade, importante nome da contravenção no Rio de Janeiro. Após a morte do tio, em 1997, disputas internas marcaram o controle das atividades ilegais. Segundo a polícia, Paulo Roberto de Andrade, o Paulinho, filho de Castor, e Fernando Iggnácio ficaram à frente do esquema, mas Rogério reivindicou parte do domínio. Paulinho foi assassinado em 1998, crime atribuído a Rogério, que passou a expandir sua atuação sobre os territórios de Iggnácio.>
Fernando Iggnácio foi morto em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, logo após desembarcar de um helicóptero vindo de Angra dos Reis. Ele foi atingido por disparos de fuzil calibre 5.56.>
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