Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Lira dobra auxílio-moradia de deputados às vésperas de eleição na Câmara
De olho na reeleição

Lira dobra auxílio-moradia de deputados às vésperas de eleição na Câmara

Atual presidente da Casa também aumentou o valor disponível para reembolso com combustível para os deputados

Publicado em 24 de Janeiro de 2023 às 21:17

Agência FolhaPress

Publicado em 

24 jan 2023 às 21:17
BRASÍLIA - Às vésperas da eleição da Câmara dos Deputados, o atual presidente e candidato à reeleição, Arthur Lira (PP-AL), dobrou o valor total do auxílio-moradia dos parlamentares, que poderão receber até R$ 8.401 com o benefício.
Lira também aumentou o valor disponível para reembolso com combustível e aumentou a quantidade de viagens possíveis feitas com a cota parlamentar.
Arthur Lira presidente da Câmara
Arthur Lira tem apoio dos principais partidos para sua reeleição Crédito: MARINA RAMOS / Câmara
O ato, publicado no Diário da Câmara da última sexta-feira (19), passa a vigorar em 1º de fevereiro, data em que acontece a próxima eleição para a presidência da Casa, para os cargos da mesa diretora e também para as comissões temáticas.
Atualmente o auxílio-moradia dos deputados é de R$ 4.253 e os deputados ainda têm direito a um complemento, caso solicitado, de R$ 1.747, por meio da cota parlamentar. A decisão de Lira turbina esse novo montante, que passa a ser de R$ R$ 4.148 — e o total do benefício supera os R$ 8.400.
A cota disponível para reembolso com uso de combustível, de R$ 6.000, também aumentou consideravelmente, passando para R$ 9.392.
Além disso, foi acrescido à cota parlamentar um parágrafo que afirma que o deputado ainda tem direito "ao reembolso de até quatro trechos de bilhetes aéreos, ida e volta, por mês, tendo como destino o Distrito Federal e como origem o respectivo estado de representação".
Atualmente, os parlamentares podem pagar viagens utilizando a cota parlamentar, que tem um limite anual de gastos. O novo dispositivo diz que os quatro trechos estão "além da cota estabelecida" e que o trajeto pode ser para outros locais do Brasil, desde que próximo a alguma residência do deputado.
Em 2020, a cota parlamentar foi pouco utilizada durante o ano em razão da pandemia, que diminuiu os gastos com a atividade parlamentar.
Porém, em dezembro daquele ano os congressistas gastaram todo o dinheiro economizado durante o isolamento e registraram um recorde de dispêndio da verba pública, direcionando o dinheiro para compras de passagens e impressão de revistas, por exemplo, inclusive fazendo uso de notas fiscais retroativas.
Isso porque a verba da cota parlamentar é anual, ou seja, o que não fosse gasto, retornaria à União quando o ano virasse.
Os acenos de Lira aos deputados acontecem às vésperas das eleições da próxima Legislatura da Câmara dos Deputados, o que vai acontecer no próximo dia 1º.
O deputado, porém, já tem sua reeleição praticamente garantida, ao conseguir unir apoio de todos os principais partidos da Casa, do PT de Luiz Inácio Lula da Silva ao PL de Jair Bolsonaro.
A disputa deve ficar concentrada entre petistas e partidos do centrão pelo espaço de cada um nos demais principais postos de comando da Casa: a Mesa Diretora, as comissões permanentes e a do Orçamento.
Na próxima legislatura, que tem início em 1º de fevereiro, a federação liderada pelo PT terá a segunda maior bancada, com 81 parlamentares — a primeira será a do PL, com 99 deputados.
Caso Lira (PP-AL) e também Rodrigo Pacheco (PSD-MG) confirmem o favoritismo para continuar comandando a Câmara e o Senado, o Congresso Nacional deve iniciar os trabalhos a reboque da agenda definida pelo governo Lula.
Na área econômica, o foco será a aprovação da nova âncora fiscal — em substituição ao teto de gastos — e a reforma tributária.
No campo político, a prioridade será a análise das medidas provisórias que reestruturaram a Esplanada dos Ministérios, que pulou de 23 para 37 pastas, além da possível derrubada de vetos de Jair Bolsonaro (PL) e a discussão de propostas em resposta aos ataques golpistas de 8 de janeiro.
Líderes governistas já descartam avançar com o que chamam de "pauta de costumes da esquerda" — a expressão pauta de costumes era usado para se referir à agenda conservadora de Bolsonaro.
Ou seja, o governo e seus aliados no Congresso vão abandonar por ora assuntos que possam provocar ruído e prejudicar a agenda econômica, como a ampliação das regras do aborto legal e a inclusão na Constituição do direito ao casamento para pessoas do mesmo sexo.
Os governistas buscam também uma forma de enterrar CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) que os próprios petistas e aliados defenderam para investigar os atos de 8 de janeiro. Lula já disse que uma comissão neste momento poderia terminar em uma "confusão tremenda".
A Justiça estuda propor ao Congresso novas punições para crimes contra o Estado democrático de Direito, entre elas a perda de cargo público e impossibilidade de fazer concurso. Também está em avaliação a criação de novos tipos penais para quem atentar contra a vida dos chefes dos três Poderes. Em paralelo, congressistas elaboram projetos sobre o mesmo tema.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Homem de 32 anos foi salvo pelos guarda-vidas de Vila Velha
Banhista é resgatado após se afastar 1 km da areia na Praia da Costa
Região do Triângulo, na Praia do Canto, lotada durante jogo do Brasil na Copa
Estreia do Brasil na Copa do Mundo lota bares em Vitória
Catar x Suíça
Qatar arranca empate no fim contra Suíça em jogo agitado

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados