Publicado em 9 de novembro de 2021 às 16:46
O TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) negou nesta terça-feira (9), por unanimidade, o pedido de habeas corpus feito pela defesa de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho. Ele responde por homicídio triplamente qualificado no processo que apura a morte de seu enteado, Henry Borel, de 4 anos. >
Na sessão que analisou o pedido, os desembargadores da 7ª Câmara Criminal do TJ-RJ mantiveram o ex-vereador em prisão preventiva. Monique Medeiros, mãe do Menino, também está presa e responde pelo mesmo crime que o ex-namorado.>
O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) argumenta que duas testemunhas teriam sido coagidas pelo casal a mudarem seus depoimentos à polícia. No pedido de habeas corpus, a defesa de Jairinho argumentou que acusações de coação são infundadas, e que o ex-vereador não participou de nenhuma ação nesse sentido.>
A defesa também contesta a acusação de fraude processual, feita pelo MP-RJ após a constatação de que a empregada limpou o apartamento a pedido do casal.>
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O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto afirmou, na sessão, que a decisão pela prisão preventiva não desrespeitou o Código de Processo Penal e que condiz com a gravidade do ato.>
Henry Borel foi morto no apartamento em que morava com Jairinho e a mãe em um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Monique também responde pelo mesmo crime, mas a defesa dela, que é diferente, não pretende pedir habeas corpus a curto prazo.>
Após reportagem do site UOL ter divulgado vídeo inédito de Jairinho soprando a boca do menino Henry no elevador, a defesa solicitou à Justiça o adiamento de um pedido de liberdade do ex-vereador, que seria julgado no último dia 28.>
Após acatar o adiamento, a Justiça avaliou o pedido nesta terça . A medida indica atrito entre equipes de advogados contratados pela família do político, acusado de matar a criança.>
No documento, o advogado Braz Sant'Anna justificou que o pedido foi motivado "por questão de ética profissional" e disse que irá "exigir esclarecimentos".>
O pedido remetido ao Judiciário foi assinado na terça anterior (26), horas após a publicação da reportagem do UOL, que mostrava um dossiê de outro escritório de advogados contratado pela família de Jairinho com contestações ao laudo pericial produzido pela Polícia Civil.>
Braz Sant'Anna, constituído legalmente para atuar no caso pela família de Jairinho, entende que há irregularidade na ação do outro escritório de defesa, encarregado de uma investigação paralela.>
Procurado, o escritório de Braz Sant'Anna disse que não irá se manifestar. Contudo, horas após o UOL revelar detalhes sobre o dossiê, advogados ligados a Sant'Anna procuraram o site para informar que ele iria entrar com processo junto à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para denunciar o caso.>
Por outro lado, os defensores que elaboram o relatório para contestar as provas produzidas no processo alegam que não atuam diretamente no caso na Justiça. O advogado Fabiano Lopes, que pertence ao escritório envolvido no trabalho de investigação defensiva contratado pela família de Jairinho, negou interferência no processo.>
"Estamos agindo dentro da lei. A bancada defensiva não foi constituída pela defesa do Jairinho. Fomos contratados para produzir provas, e a família quis levar essas provas ao conhecimento da sociedade. Não estamos trabalhando no processo.">
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