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Homem é preso por morte de menina em 2006 após denúncia de ex-enteada no PR

Homem é preso por morte de menina em 2006 após denúncia de ex-enteada no PR

Martônio Alves Batista, 55, era vizinho de Giovanna dos Reis Costa, morta em abril de 2006 em Quatro Barras; ele foi investigado na época do crime, mas teve a sua participação descartada pela polícia na ocasião

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 13:27

Giovanna dos Reis costa foi assassina em abril de 2006, no Paraná
Giovanna dos Reis costa foi assassina em abril de 2006, no Paraná Crédito: Reprodução/Redes Sociais

Um homem suspeito de matar uma menina em 2006 foi preso nesta quinta-feira (19) em Londrina (PR) após uma denúncia sobre outro crime. Martônio Alves Batista, 55, era vizinho de Giovanna dos Reis Costa, morta em abril de 2006 em Quatro Barras, na Grande Curitiba. Ele foi investigado na época do crime, mas teve a sua participação descartada pela polícia na ocasião.

A polícia chegou até o homem neste ano após a ex-enteada dele denunciá-lo por supostos abusos sexuais. Ela contou que foi vítima dos abusos por quatro anos, quando ainda era criança. A denúncia foi feita no ano de 2025. A vítima disse à polícia que Martônio ameaçava "fazer com ela a mesma coisa que fez com Giovanna". Ele dizia que "fez muito mal" a outra criança antes e fazia as ameaças para que a vítima não comentasse sobre os estupros sofridos, segundo a investigação.

Após o relato da ex-enteada, o caso foi reaberto, novas evidências foram levantadas e a prisão preventiva do homem foi pedida. Segundo a polícia, provas técnicas reforçaram a suspeita de que o homem teria cometido o crime. Entre as provas estão fios e sacolas achados na casa de Martônio.

O suspeito tem histórico de crimes sexuais, segundo a polícia. Em uma das investigações, ele seria suspeito de esconder uma câmera em um banheiro feminino da lanchonete onde trabalhou. Ao UOL, o advogado de Martônio disse que o homem foi absolvido em uma das ações movidas contra ele no passado. Veja mais sobre o posicionamento da defesa abaixo.

O homem ficou em silêncio durante o depoimento após ser preso ontem. A expectativa é de que ele passe por uma audiência de custódia hoje, mas, como a prisão dele aconteceu de forma preventiva, a audiência é protocolar, somente para saber se houve ilegalidade durante a prisão.

A defesa afirma que o pedido de prisão preventiva não se justifica. Ao UOL, o advogado Eduardo Caldeira alegou que houve ilegalidade na prisão preventiva e que a defesa vai pedir um habeas corpus. "Os fatos não estão claros a ponto de falar que ele necessita de uma prisão preventiva. Os fatos têm mais de 10 anos. O inquérito está sendo feito às pressas por conta do prazo de prescrição", disse o advogado Eduardo Caldeira, ao UOL.

Morte de Giovanna

Giovanna dos Reis Costa, 9, sumiu quando vendia rifas a vizinhos na cidade de Quatro Barras, na Grande Curitiba. O caso aconteceu em 10 de abril de 2006. O corpo dela foi encontrado dois dias após o desaparecimento, enrolado em sacos plásticos e amarrado com fios. Ela tinha sinais "extremos" de violência sexual e foi morta por asfixia, segundo a perícia.

Na época do crime, a polícia concluiu que a garota foi assassinada por "um ritual de magia". Segundo a acusação, programado "por uma cigana", mulher que foi presa junto a outras duas pessoas. Os três presos pelo crime foram inocentados por um júri popular. Desde então, o caso seguia sem solução.

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