Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Escolas fake: oposição a Bolsonaro reage ao escândalo do MEC
Educação

Escolas fake: oposição a Bolsonaro reage ao escândalo do MEC

Mesmo com a galta de recursos para terminar 3,5 mil escolas em construção há anos, a Pasta autorizou obras de outras 2 mil unidades. Governo fere leis orçamentárias

Publicado em 11 de Abril de 2022 às 15:06

Agência Estado

Publicado em 

11 abr 2022 às 15:06
O ministério da Educação, em Brasília
O ministério da Educação, em Brasília Crédito: Geraldo Magela/Agência Senado
Integrantes da oposição ao governo de Jair Bolsonaro (PL) criticaram a gestão do presidente após o Estadão divulgar um esquema de "escolas fakes" no Ministério da Educação (MEC). Segundo a reportagem, apesar da falta de recursos para terminar 3,5 mil escolas em construção há anos, a Pasta autorizou obras de outras 2 mil unidades. Ao priorizar novas construções em detrimento das iniciadas, o governo fere leis orçamentárias.
A reportagem ainda mostrou que o esquema de "escolas fake" tem como base o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), controlado pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, por meio de um apadrinhado. O fundo precisaria ter R$ 5,9 bilhões para tocar todas as novas escolas contratadas. Com o orçamento atual, isso levaria 51 anos.
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) classificou o esquema como "desespero eleitoral". "O buraco da corrupção no MEC não tem fim e, de novo, quem mais sofre com isso são os estudantes mais pobres. Mais um crime pra conta!", disse.
Em sua rede social, o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ) relembrou outras denúncias de corrupção do governo, como o pedido de barras de ouro por um pastor para liberar dinheiro no MEC, o envio de kit robótica para escolas sem água e luz e o esquema de ônibus escolares superfaturados. "O que o governo Bolsonaro está fazendo com o MEC é criminoso!", disse.
O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que as escolas fakes "são um desrespeito ao povo brasileiro", que espera mais educação para seus filhos. "Esse dinheiro nunca foi empenhado e as escolas não serão construídas. O MEC virou uma zona livre para farra com o dinheiro público e isto é muito triste", declarou.
A abertura de uma CPI para investigar as irregularidades foi defendida pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e pelos deputados federais Henrique Fontana (PT - RS) e Natália Bonavides (PT-RN).
Randolfe tem coletado assinaturas no Senado para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito com o intuito de investigar denúncias de corrupção no Ministério da Educação. Em entrevista à Rádio Eldorado nesta segunda-feira, 11, o senador afirmou que pretende alcançar 29 assinaturas até a quarta-feira desta semana.
Para a deputada estadual Teresa Leitão (PT), o esquema divulgado pelo Estadão é "puro estelionato eleitoreiro, dinheiro da Educação jogado fora e irresponsabilidade completa".

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Ronival Moreira de Jesus, Ruan Moreira da Luz e Valdomiro Moreira de Jesus eram os trabalhadores que morreram no acidente
Desabamento que matou empresário e pedreiros no ES é investigado pela polícia
Imagem de destaque
Tribunal de Justiça, Sedu e Aracruz: 29 mil vagas em concursos e seleções
Suspeito de atos obscenos na presença de crianças é retirado de tumulto pela PM em São José do Calçado
Suspeito de ato obsceno contra crianças sofre tentativa de linchamento no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados