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Coronavírus

Dilma: 'Bolsonaro zomba dos mortos e avilta a cadeira da Presidência'

'Não nos resta agora outro caminho que não gritar 'fora Bolsonaro'', disse a ex-presidente da República

Publicado em 01 de Maio de 2020 às 17:13

Redação de A Gazeta

Publicado em 

01 mai 2020 às 17:13
A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) disse, em transmissão ao vivo do 1º de maio das centrais sindicais, que as mortes provocadas pela covid-19 no Brasil são consequência do que qualificou como omissão do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) diante da pandemia. "Jair Bolsonaro desdenha da doença, zomba dos mortos e avilta a cadeira da Presidência", declarou.
Ex-presidente Dilma Rousseff (PT)
Ex-presidente Dilma Rousseff (PT) criticou presidente Jair Bolsonaro em meio à pandemia de coronavírus Crédito: José Cruz/Agência Brasil
Dilma lembrou ainda que Bolsonaro fez um pronunciamento durante manifestação, em Brasília, que pedia a volta da ditadura militar. "O Planalto tem um líder que não tem vergonha de atentar contra a ordem democrática", afirmou.
A petista avalia que, devido ao comportamento do governo, a pandemia ganha contornos ainda mais graves no país. "Não nos resta agora outro caminho que não gritar 'fora Bolsonaro'", disse. "O presidente é omisso com a crise que se avizinha."
A ex-presidente também criticou o auxílio emergencial destinado pelo governo federal a trabalhadores que ficaram sem renda por conta da pandemia, e lembrou que, na proposta inicial, a ajuda seria de R$ 200 por pessoa - o valor aprovado pelo Congresso foi de R$ 600. "Ao invés de proteger os vulneráveis, o governo os deixa à própria sorte."
Outra crítica de Dilma foi sobre a relação entre Bolsonaro e prefeitos e governadores, a quem o presidente trata, segundo ela, como inimigos. A petista disse ainda que o Brasil nunca enfrentou tantas crises ao mesmo tempo, nas frentes econômica, social, sanitária e política.

OAB

Na mesma transmissão, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, disse que a reforma trabalhista feita em 2017 foi infeliz e não gerou os empregos que prometia.
"O fato é que nos últimos anos, houve um ataque violento à Justiça do Trabalho e aos sindicatos", disse Santa Cruz. Segundo ele, a crise gerada pela pandemia da covid-19 é uma oportunidade de reorganização das estruturas sindicais, que, segundo ele, precisam estar mais perto dos trabalhadores que representam.
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