Publicado em 21 de setembro de 2025 às 18:32
Aconteceram pelo Brasil, neste domingo (21), atos contra a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro e contra a PEC da Blindagem. Esse texto prevê que um parlamentar só poderá ser alvo de processo com autorização do Legislativo.>
Os protestos são impulsionados pela mobilização de artistas como Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Djavan, que participam do ato em Copacabana, no Rio de Janeiro. Nas redes sociais, os artistas apareceram, por volta das 16h, nos bastidores, cantando "Linha do Equador".>
Perto das 17h, Caetano subiu ao trio com Maria Gadú e entoou canções como "Um Índio", "Alegria, Alegria" e "Desde que o Samba é Samba" em meio a palavras de ordem. "O povo brasileiro elegeu Lula, e por isso a democracia no Brasil resiste", disse.>
Depois, foi a vez de Djavan subir para entoar músicas como "Sina", pouco antes de Gil se juntar aos companheiros, com "Aquele Abraço".>
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Em seguida, Chico cantou "Cálice" com Gil, simbólica música composta pela dupla, durante a ditadura militar, para o show Phono 73, no Anhembi, em São Paulo. No dia da apresentação, eles souberam que a canção havia sido censurada e decidiram cantá-la sem a letra, usando palavras aleatórias. Já em trio, com Djavan, cantaram "Samba do Grande Amor".>
Caetano e Gil também agitaram o público com "Divino, Maravilhoso", outra canção simbólica do período da ditadura, com os versos: "É preciso estar atento e forte, não temos tempo de temer a morte.">
No alto do caminhão de som, Paulinho da Viola entoou seus sucessos "Coração Leviano" e "Timoneiro". Seguido por Geraldo Azevedo que performou "Bicho De Sete Cabeças", composição em parceria com Zé Ramalho, lançada em 1978, e "Dia Branco", um dos seus maiores hits.>
A artista Marina Sena também canta em Copacabana.>
Mais cedo, em Salvador, Wagner Moura subiu em um trio elétrico comandado por Daniela Mercury, Baco Exu do Blues e ainda com a percussionista Lan Lanh e a atriz Nanda Costa. Diante de milhares de pessoas, ele criticou a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro. "É por causa daquela lei [promulgada na época da ditadura] que a gente teve o Bolsonaro e isso não pode acontecer nunca mais. Sem blindagem e sem anistia", disse o ator.>
"Fiquei com vontade de falar do momento extraordinário pelo qual passa a democracia brasileira, que é exemplo para o mundo todo. A gente, que cresceu dizendo que a nossa democracia é frágil e jovem, [viu que] ela botou para lenhar", acrescentou o artista, ovacionado pelos manifestantes.>
Em Brasília, uma multidão também se reuniu para protestar. Por lá, quem comandou o trio foi o cantor Chico César, seguido de Pepita e Djonga. Em Belém, o ato contou com a participação do ator Marco Nanini.>
Salvador, Belo Horizonte, Manaus, Natal, Belém, Brasília e João Pessoa já tiveram mobilizações desde a manhã deste domingo. No Rio e em São Paulo, os atos começam na parte da tarde.>
A manifestação foi convocada nas redes sociais em protesto contra o Congresso Nacional após a votação da PEC da Blindagem e da urgência para o projeto da anistia.>
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