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Eleições 2022

Caso Zambelli: polícia vai apurar porte ilegal de arma, lesão corporal e disparo

Polícia vai realizar a perícia dos vídeos e o caso deve ser registrado no 4° DP da capital

Publicado em 29 de Outubro de 2022 às 21:03

Agência Estado

Publicado em 

29 out 2022 às 21:03
Carla Zambelli apontando arma para pessoas em São Paulo
Carla Zambelli apontando arma para pessoas em São Paulo Crédito: Reprodução de vídeo
A Polícia Civil está investigando o caso envolvendo a deputado federal Carla Zambelli (PL). Investigadores buscam identificar o homem perseguido pelos grupos de pessoas que estava com a parlamentar. Por enquanto, os policiais investigam a hipóteses de terem ocorrido os seguintes crimes: porte ilegal de arma, lesão corporal e disparo de arma de fogo.
Neste último caso, os policiais afirmam que dependerá da análise da direção do disparo para saber se um crime mais grave — tentativa de homicídio — ocorreu. Será a análise do vídeo com a direção do disparo que mostrará qual a intenção do homem que atirou em direção à pessoa perseguida por Zambelli e por seu grupo nos Jardins.
O caso deve ser registrado no 4.º Distrito Policial de São Paulo Por enquanto, a ideia dos policiais é fazer um boletim de ocorrência para uma posterior abertura de inquérito policial a fim de ouvir testemunhas e as partes envolvidas no caso sobre o fato. Os vídeos devem ser enviados para a perícia.
Vídeos divulgados e compartilhados em redes sociais na tarde deste sábado mostram Carla Zambelli com arma em punho nos Jardins, bairro de classe alta de São Paulo. Reeleita, a segunda deputada mais votada de São Paulo recebeu 946.244 votos e politicamente é ligada ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

Deputada diz que atirou após ser xingada 

Ela disse que atirou para o alto e perseguiu um homem após ser xingada em frente a um restaurante. Depois, perseguiu o homem armada até um bar próximo dali. 
Segundo legislação eleitoral, o porte de arma e de munição é proibido por colecionadores, atiradores desportivos e caçadores nas 24 horas que antecedem e sucedem o dia de votação. Uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovada em setembro determina que o descumprimento da regra pode acarretar prisão em flagrante por porte ilegal.
A deputada, no entanto, diz que ignorou a resolução de forma conscientemente por se tratar de uma determinação ilegal a seu ver. "Não é lei, a resolução é ilegal, e ordens ilegais não se cumprem. Conscientemente estava ignorando a resolução e continuarei ignorando a resolução do doutor Alexandre de Moraes, porque ele não é legislador. Ele é, simplesmente, o presidente do TSE e um membro do STF", disse Zambelli aos jornalistas, ainda na frente do restaurante.
Zambelli afirma ter o porte de arma federal para defesa pessoal e patrimonial, que é expedido por um delegado da Polícia Federal, diferente dos CACs, cuja autorização de porte é concedida pelo Exército.
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