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Brasileira foi morta por patroa em Portugal agredida com bloco de cimento na cabeça

Brasileira foi morta por patroa em Portugal agredida com bloco de cimento na cabeça

Lucinete Freitas, de 55 anos, trabalhava como empregada doméstica e babá do filho da acusada, e também brasileira, que está presa preventivamente; crime ocorreu no início de dezembro de 2025

Publicado em 6 de janeiro de 2026 às 07:04

O Ministério Público (MP) de Portugal informou que a brasileira Lucinete Freitas, de 55 anos, foi morta pela patroa, que também é brasileira, após ser agredida com um bloco de cimento na cabeça. O crime aconteceu no dia 5 de dezembro do ano passado, mas o corpo da brasileira, que trabalha como empregada doméstica e babá do filho da investigada, foi encontrado somente no dia 18 de dezembro, em Amadora, região metropolitana de Lisboa.

A informação do MP foi divulgada nesta segunda-feira, 5. A investigada pelo crime, uma mulher de 43 anos, que não teve o nome divulgado, está presa preventivamente. A prisão dela ocorreu fora do período de flagrante.

Lucinete Freitas tinha 55 anos e trabalhava como babá em Portugal
Lucinete Freitas tinha 55 anos e trabalhava como babá em Portugal Crédito: Arquivo Pessoal

Ela é investigada pelos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, posse de arma proibida e de falsidade informática. A patroa da brasileira passou pelo primeiro interrogatório judicial no dia 20 de dezembro, segundo o MP português. A investigação está em andamento sob condução da polícia de Amadora.

De acordo com o MP de Portugal, a relação entre a vítima e a patroa era marcada por conflitos. O órgão, no entanto, não detalhou o motivo para as desavenças entre elas.

Segundo a investigação, no dia 5 de dezembro, a patroa usou o pretexto de levar a vítima para casa, mas a conduziu para um local isolado. A empregada foi agredida violentamente na cabeça com um bloco de cimento, causando lesões que levaram à morte, informou o MP.

"Há ainda indícios de que, após confirmar que a vítima estava morta, a investigada colocou entulho sobre o corpo, de modo a encobri-lo, e deixou o local", afirmou o órgão.

Além disso, o MP apontou que a investigada também usou o celular da vítima para se passar por ela e enviar mensagens nas quais dizia ter ido para o Algarve com uma amiga. Segundo o órgão, a patroa fez isso na tentativa de adiar o registro do desaparecimento.

Lucinete era natural de Aracobaia, no interior do Ceará. Ela morava sozinha em Amadora e tinha planos de levar o marido e o filho para viverem também no país europeu.

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