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Bolsonaro ironiza e diz que coronavírus "matou o mosquito da dengue"

Segundo o presidente, é preciso saber o "número concreto" de mortes pela Covid-19. "Certas doenças que não morrem mais ninguém" (sic), disse nesta sexta-feira

Publicado em 16/04/2021 às 16h28
O Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante declaração após reunião com os presidentes do Senado Federal, Câmara dos Deputados e Supremo Tribunal Federal, ministros e governadores
O Presidente da República, Jair Bolsonaro, durante declaração após reunião com os presidentes do Senado Federal, Câmara dos Deputados e Supremo Tribunal Federal, ministros e governadores. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ao colocar novamente em dúvida os números de óbitos causados pelo novo coronavírus no País, o presidente Jair Bolsonaro disse hoje, 16, que o vírus "matou o mosquito da dengue", sem apresentar provas. O chefe do Executivo afirmou que existem "certas doenças que não morrem mais ninguém" (sic).

Segundo ele, é preciso saber o "número concreto" de mortes pela Covid-19. Para apoiadores nesta manhã, Bolsonaro citou ter pedido ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que apresente os dados de mortos por outras doenças nos últimos cinco anos no Brasil.

"Pedi em público para o ministro da Saúde na próxima reunião nossa do conselho apresentar nos últimos cinco anos quantas pessoas morreram de cada doença. Tem certas doenças que não morre mais ninguém", disse em conversa com simpatizantes na saída do Palácio da Alvorada nesta manhã. Em seguida, Bolsonaro comentou com ironia que "o vírus matou o mosquito da dengue".

O pedido de informações sobre as outras doenças foi feito a Queiroga na última reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentando da Pandemia da Covid-19, que reúne membros dos três Poderes. Segundo o presidente, os dados solicitados devem ser apresentados na próxima reunião do grupo, ainda sem data definida.

"Nós sabemos que está matando esse vírus, especial quem é mais idoso, mas temos que ter o número concreto", acrescentou Bolsonaro. Em outras ocasiões, o presidente já questionou o número de óbitos da doença no País. As mortes pelo vírus já ultrapassam 365 mil desde o início da pandemia, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto às Secretarias de Saúde.

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